Sem um plano de desenvolvimento nacional e com a campanha focada na propagação da narrativa histórica anti-Lula da mídia liberal, Flávio Bolsonaro (PL) foi às redes sociais na noite desta terça-feira (4) divulgar 9 “propostas”, mais focadas na área econômica, para governar o Brasil, caso seja eleito presidente.
O amontoado de ideias repete chavões e mantras do neoliberalismo, para agradar setores financistas transnacionais e, especialmente, Donald Trump, que tem patrocinado uma investida sem precedentes dos EUA para interferir nas eleições presidenciais do Brasil.
https://x.com/FlavioBolsonaro/status/2084817782969942026
Com palavras genéricas, que esconde quem seria beneficiados com as propostas, Flávio mira ainda a indústria transnacional do petróleo e dos ultraprocessados – que remetem lucros a Wall Street -, e o aprofundamento da “desregulamentação” do mercado de capitais iniciada por Paulo Guedes e Roberto Campos Neto, que resultou em escândalos financeiros como o do Banco Master.
Para o povo e as camadas mais marginalizadas da população, o filho “01” de Jair Bolsonaro promete um “tesouraço”, que resultariam em um desmonte das políticas de proteção social.
Veja, ponto a ponto, quem Flávio Bolsonaro pretende favorecer com as “propostas” divulgadas:
“Tesouraço em tudo que atrasa sua vida”: Basicamente são cortes de investimento na saúde e educação pública, alvos da cobiça de grupos privados. Além da repetição da política de Paulo Guedes de congelamento no aumento do salário-mínimo, BPC (Benefício de Prestação Continuada) – que financia pessoas em vulberabilidade social – e aposentadorias. A repetição da “motosserra” de Javier Milei no Brasil tem como objetivo o desmonte das políticas de proteção social.
“Reduzir a alíquota de IOF para os níveis de 2022”: favorecendo a Faria Lima, bancos e especuladores que realizam operações cambiais. A medida ainda abre espaço para perda de arrecadação e contribui para o desequilíbrio nas contas públicas, resultando em cortes no orçamento.
“Zerar o imposto de importação de petróleo”: benéfica diretamente as empresas que importam petróleo e combustíveis do truste das petrolíferas internacionais. A medida ainda enterra o projeto de fortalecimento da indústria nacional do petróleo restabelecida por Lula e fornece argumentação ideológica para privatização da Petrobrás.
“Rever o imposto seletivo para ultraprocessados”: basicamente, a medida beneficia as transnacionais e grandes grupos de alimentação que lucram com alimentos ultraprocessados, que fazem mal à saúde principalmente de crianças e adolescentes. A proposta ainda infla o sistema de saúde pública em razão das doenças causadas pelo consumo desse tipo de alimento.
“Rever o arcabouço fiscal”: sem sinalizar o que seria essa “revisão”, Flávio Bolsonaro tende a endurecer regras para justificar os cortes em investimentos na saúde e educação para agradar a Faria Lima e agentes privatistas”.
“Classificar facções como narcoterroristas”: atende diretamente à política de Donald Trump de transformar a América Latina novamente em quintal dos EUA. A medida avalizaria, entre outras, uma ação armada dos EUA sem a necessidade de comunicar autoridades brasileiras.
“Redução da maioridade penal”: enfatiza a política punitivista em detrimento da educação. A proposta de segurança, no entanto, não toca em penas para banqueiros ou políticos que cometam crimes.
“Castração química”: outra política punitivista para agradar o eleitorado ultraconservador, sem lastro algum que funcione em algum lugar do planeta. A medida, geralmente, é aplicada contra aqueles que não têm direito à defesa e não atingiria aliados do clã Bolsonaro que já foram investigado por assédio e até mesmo estupro.
“Acabar com a reeleição”: aceno para partidos aliados do Centrão, que estão optando pela neutralidade nas eleições. A medida acena principalmente ao Republicanos, que negociava apoio visando a cadeira de vice – para Daniella Marques Consentino, a “Paulo Guedes de Saias”. A proposta seria um compromisso de que Flávio abriria mão da reeleição em favor de Tarcísio Gomes de Freitas.
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