Pivô de crise com Brasil deu golpe pró-Trump

Pivô de crise com Brasil deu golpe pró-Trump
- Perez é da família anti-cubana da Flórida. Reprodução

O mentor de um golpe pró-Trump?
Ele não é apenas um servidor fiel do MAGA: Daniel Perez, líder da assembleia legislativa da Flórida, faz parte de um grupo de políticos próximos a Marco Rubio que o secretário de Estado está encaixando em cargos-chave para exercer seu poder contando com fidelidade total.
Perez alega que foi indicado embaixador dos Estados Unidos no Brasil sem consulta. Em entrevista, confirmou que foi pego de surpresa, que não fala português e visitou o Brasil uma única vez, cerca de duas décadas atrás.
Washinton alega que o Brasil está retardando a indicação. Brasília diz que está seguindo os trâmites.
Ao suspender o visto da embaixadora do Brasil em Washington, o governo Trump mostra que tem pressa: quer o embaixador instalado já durante a campanha eleitoral de 2026.
Grande vitória local
Os serviços prestados por Perez a Donald Trump são óbvios. No comando da assembleia da Flórida, ele instituiu a comissão que tratou de redesenhar os distritos eleitorais do estado, dando aos republicanos a chance de ganhar mais quatros vagas na Câmara Federal.
Trump está desesperado para manter o controle do Congresso na segunda metade do mandato.
Ele tem aprovação abaixo de 40 por cento e pode perder o controle das duas Casas.
Por isso, encomendou a aliados que mexessem no desenho dos distritos, rearranjados de forma a dispersar eleitores negros, por exemplo.
A prática, conhecida como gerrymandering, pode render aos republicanos de 10 a 16 vagas na Câmara. Hoje a vantagem do partido de Trump é de apenas seis votos, considerando as vagas em aberto e os independentes.
Perez é quarto cubano-americano indicado por Marco Rubio para embaixadas no Exterior.
Os integrantes desta comunidade na Flórida são fortemente conservadores, anti-comunistas e agitadores em defesa do MAGA.
Rubio é tão próximo de Perez que ambos fizeram exatamente a mesma carreira política no Estado.
Trump deu a Rubio o controle total do portfolio da América Latina, que seu governo pretende “reconquistar” amplamente — de acordo com a nova estratégia endossada por ambos. O controle, obviamente, passa pelo Brasil.

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