Sergio Moro (PL) desistiu neste domingo (9) de participar do primeiro debate entre candidatos ao governo do Paraná, repetindo um comportamento que já marcou outros momentos de sua trajetória eleitoral: evitar confrontos diretos com adversários.
O senador afirmou que os debates se transformaram em uma “rinha de galo” e alegou que PT e PSD teriam preparado um “jogo combinado” para atacá-lo. A Band, no entanto, havia anunciado dias antes que representantes de Moro, Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD) haviam confirmado presença no encontro.
A desistência acontece apenas dois dias depois de uma sabatina da Folha/UOL em que Moro passou por um momento constrangedor ao ser questionado sobre uma questão básica da administração estadual. O candidato não soube dizer quanto custa a tarifa do transporte metropolitano no Paraná, embora tenha apresentado propostas para o setor. Depois, argumentou que não havia sido especificada a região metropolitana.
Os tropeços de comunicação acompanham Moro desde antes de sua entrada definitiva na política. Em 2019, quando era ministro da Justiça, tornou-se alvo de piadas nas redes ao pronunciar “cônjuge” como “conge”, episódio que voltou a ser lembrado publicamente anos depois.
Também não é a primeira vez que o ex-juiz rejeita um confronto político. Na pré-campanha presidencial de 2022, Moro recusou uma proposta de debate com Ciro Gomes, alegando que o pedetista mantinha postura “ofensiva e agressiva”. Naquele mesmo período, o ex-ministro José Eduardo Cardozo afirmou ter aceitado um debate entre antigos ministros da Justiça, mas disse que Moro recusou o convite.
Agora candidato ao Executivo pela primeira vez, Moro lidera a pesquisa Quaest com 39% das intenções de voto. Mesmo na dianteira, decidiu não comparecer ao primeiro confronto televisionado da campanha, atribuindo a ausência a uma suposta articulação dos adversários contra ele.
Moro cancela ida a debate dias após não saber informar valor da tarifa de ônibus no Paraná
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