No segundo dia oficial de campanha, dois presidenciáveis trocam de marqueteiro

No segundo dia oficial de campanha, dois presidenciáveis trocam de marqueteiro
Presidenciáveis trocam de marqueteiro no início oficial da campanha - (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

As campanhas presidenciais de Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) passam por reestruturações em suas equipes de marketing às vésperas do início da propaganda eleitoral. Com dificuldades para decolar nas pesquisas, ambos os candidatos trocaram seus marqueteiros devido a divergências estratégicas e financeiras.
No PSD, o marqueteiro Paulo Vasconcelos decidiu deixar a campanha do ex-governador de Goiás por conta da nova estratégia do candidato de intensificar os ataques a seu rival na corrida pelo Palácio do Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Vasconcelos defendia que Caiado se posicionasse como uma alternativa à direita sem atacar o senador, alertando que a agressividade afastaria o eleitor bolsonarista, erro que também teria prejudicado Romeu Zema (Novo).
A mudança de tom teria ocorrido sob influência de Gracinha Caiado, esposa do candidato e líder nas pesquisas para o Senado em Goiás, segundo o jornal O Globo, pois ela se preocupava com o baixo engajamento digital do marido. Com a saída de Vasconcelos, o ex-estrategista digital de Flávio Bolsonaro, Marcos Carvalho, assume o marketing geral da chapa.
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No lançamento de sua campanha, sem citar nominalmente os escândalos envolvendo a família Bolsonaro, o candidato do PSD atacou. “Não adianta você lançar um candidato que, ao chegar lá, vai ficar explicando os seus problemas. Não ganha eleição”, disse. Ele se colocou ainda como o único capaz de vencer Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o único opositor que nunca votou no petista.
Vasconcelos, a partir de agora, focará nas campanhas estaduais de Mateus Simões (PSD-MG) e Douglas Ruas (PL-RJ).
A aposta de Augusto Cury
No Avante, a dez dias do início do programa eleitoral na TV e no rádio, o escritor Augusto Cury também trocou o comando de sua comunicação. Leandro Grôppo deixou o posto alegando divergências financeiras e estratégicas, como a falta de recursos para impulsionar publicações nas redes sociais, ação considerada vital para uma chapa presidencial, segundo informações da Folha de S. Paulo.
Para o seu lugar, retorna Sergio Lima, que já havia atuado na pré-campanha do autor de best-sellers e trabalhou na campanha de Jair Bolsonaro em 2018. A equipe de Grôppo considerou um sucesso ter levado Cury a 2% nas pesquisas, garantindo convites para sabatinas. O candidato terá pouco mais de 30 segundos de propaganda na TV, além do direito de participar de debates.

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