A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) tentou um movimento nos bastidores para cooptar o marqueteiro Paulo Vasconcelos, logo após o anúncio de sua saída da equipe do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD). Segundo informações do jornal O Globo, o coordenador político do PL, senador Rogério Marinho (RN), tentou costurar uma aproximação, mas Vasconcelos recusou o convite alegando questões éticas por ter atuado no campo adversário até esta semana.
A saída de Vasconcelos do QG de Caiado se deu justamente pela divergência sobre como lidar com o bolsonarismo. Segundo a nova estratégia do ex-governador, a ordem era intensificar os ataques a seu rival na corrida pelo Palácio do Planalto, o senador Flávio Bolsonaro.
Já o marqueteiro defendia que Caiado se posicionasse como uma alternativa à direita sem atacar o senador, alertando que a agressividade afastaria o eleitor bolsonarista, erro que também teria prejudicado Romeu Zema (Novo).
Interferência familiar e “assembleia”
A mudança de tom teria ocorrido sob influência de Gracinha Caiado, esposa do candidato e líder nas pesquisas para o Senado em Goiás, pois ela se preocupava com o baixo engajamento digital do marido. Com a saída de Vasconcelos, o ex-estrategista digital de Flávio Bolsonaro, Marcos Carvalho, assumiu o marketing geral da chapa do PSD.
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Além da discordância sobre Flávio, o jornal O Globo aponta que o ambiente na campanha de Caiado era caótico. Vasconcelos se queixava de que as decisões estratégicas eram tomadas em formato de “assembleia”, com muitas vozes e sem um comando evidente. A forte interferência da família do candidato, que chegou a barrar a identidade visual da campanha às vésperas do lançamento, teria sido a gota d’água.
Desejo antigo do PL
A investida frustrada desta semana não foi a primeira. Vasconcelos era o “plano A” de Flávio Bolsonaro para comandar sua corrida ao Planalto antes mesmo da chegada de Duda Lima, atual estrategista do PL. O acordo só não vingou no passado porque o marqueteiro já havia firmado compromisso com Caiado, após Ratinho Júnior (PSD) decidir não concorrer à Presidência.
Campanha de Flávio Bolsonaro tenta fisgar ex-marqueteiro de Caiado, mas leva “não”
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