A disputa pelas duas vagas de São Paulo no Senado em 2026 segue acirrada, segundo pesquisa divulgada pelo instituto Paraná Pesquisas nesta quarta-feira (19), revelando um cenário com um empate técnico triplo na liderança.
No cenário estimulado, em que o eleitor pode escolher até dois candidatos, a atual ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB), aparece numericamente à frente com 31,1% das intenções de voto. Ela é seguida de perto pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), que marca 30,1%.
Colado nas duas representantes do campo progressista está o ex-secretário de Segurança Pública da gestão Tarcísio de Freitas, Guilherme Derrite (PP), com 28,2%.
Como a margem de erro do levantamento é de 2,4 pontos percentuais para mais ou para menos, Tebet, Marina e Derrite estão tecnicamente empatados.
As dificuldades da extrema direita
Se Derrite consegue se manter competitivo, outras figuras carimbadas da extrema direita estão mais atrás. O ex-ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro, Ricardo Salles (Novo), amarga a quarta posição, com 19,7% das intenções de voto.
Mais atrás, completam a lista o deputado estadual André do Prado (PL), candidato apoiado pelo bolsonarismo, com 16,8%, a ex-vereadora Soninha Francine (Cidadania), que chega a 5,8% e Geraldo Rufino (Podemos), que tem 2,8%.
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Na pesquisa espontânea, quando não são mencionados os nomes, 77,4% não sabem ou não opinaram, enquanto 6,8% afirmam votar em branco ou nulo. Nessa modalidade do levantamento, Tebet é mencionada por 5,8%, Derrite é citado por 5,1% e Marina, por 3,7%.
Pesquisa: onde cada um é mais forte
Segundo a pesquisa, a força de Marina Silva e Simone Tebet está ancorada no eleitorado feminino. A ex-ministra do Meio Ambiente tem seu melhor desempenho entre as mulheres, onde alcança 33,3%, e entre os eleitores com ensino fundamental, segmento no qual chega a 34,7%.
Já Simone Tebet apresenta uma base mais consolidada entre os eleitores com ensino superior (35,7%) e naqueles com 60 anos ou mais (34,4%). Juntas, as ministras conseguem formar uma coalizão ampla que une o voto popular e o voto de maior escolaridade, garantindo a competitividade do campo governista.
Do outro lado, Guilherme Derrite, o nome mais forte da direita, tem 37,8% entre os homens, mas despenca para apenas 19,6% entre as mulheres. Também vai bem entre os eleitores que frequentam cultos ou missas, alcançando 31,3%.
O mesmo fenômeno demográfico atinge Ricardo Salles, mas com um teto ainda mais baixo. O ex-ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro tem sua maior força entre os homens, onde anota 26,2%, com 13,9% no eleitorado feminino. No grupo dos eleitores de 45 a 59 anos, ele tem 22,1%.
Correndo por fora, o deputado estadual André do Prado tem seu melhor desempenho entre os eleitores mais jovens, de 16 a 24 anos, onde chega a 19,5%, e entre aqueles com ensino fundamental, com 18%.
A pesquisa do instituto Paraná Pesquisas ouviu 1.680 eleitores em 80 municípios do estado de São Paulo entre os dias 16 e 18 de agosto de 2026. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo SP-08913/2026.
Pesquisa aponta empate triplo na disputa pelo Senado em SP
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