Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), se colocaram contra a Proposta de Emenda à Constituição que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, defendida pelo governo Lula e já aprovada pela Câmara dos Deputados.
Caiado falou sobre o tema após participar do 11º Fórum CNT de Debates, nesta quarta-feira (19). Renan Santos havia se manifestado no dia anterior, durante evento da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs).
As declarações ocorrem no momento em que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anuncia a liberação da tramitação da PEC na Casa. Apesar disso, a avaliação interna é de que a votação deverá ficar para depois das eleições.
Caiado chama fim da escala 6×1 de “populista” e “eleitoreiro”
Ronaldo Caiado se colocou contra a proposta ao classificá-la como “populista” e “eleitoreira”.
“Não é só essa, são todas as outras medidas que você vê que têm um objetivo simplesmente populista, eleitoreira, de voto”, afirmou o candidato após participar do fórum organizado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).
Questionado se era contrário à PEC, Caiado tentou se esquivar de uma resposta direta ao afirmar que não participa da votação no Congresso.
“Essa é uma pauta que não é minha. Ela não é minha. A pauta não é do candidato a presidente. Ela será minha no momento em que eu assumir o poder”, declarou.
Apesar da tentativa de não assumir formalmente uma posição de voto, o candidato deixou clara sua oposição ao atacar o mérito e a motivação da proposta.
Renan Santos promete enterrar a proposta
Renan Santos foi ainda mais explícito.
Durante evento da Unecs, na terça-feira (18), o candidato do Missão chamou o fim da escala 6×1 de “maluquice” e afirmou que pretende enterrar a proposta caso seja eleito presidente.
“O Congresso Nacional está tomado por covardes. Se acovardaram diante do governo e do projeto daquela Erika Hilton. Isso vai ser quebradeira da economia. No meu governo, isso vai ser enterrado. Não vamos mais ouvir falar disso”, declarou.
Renan Santos também aproveitou a discussão para defender mudanças mais amplas na legislação trabalhista.
“A CLT já deu. Já era. A maior parte dos serviços estão trabalhando com o regime microempreendedor individual. Que tal nós criarmos um regime definitivo pela hora de trabalho?”, questionou.
O candidato também defendeu o fim da Justiça do Trabalho e afirmou que disputas trabalhistas poderiam ser encaminhadas à Justiça Cível.
Caiado e Renan Santos criticam fim da escala 6×1: “Maluquice”
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