Emerson Dias Rocha, candidato a deputado estadual pelo Podemos, foi preso nesta quinta-feira (20) durante uma operação do Ministério Público de São Paulo que investiga suspeitas de ligação com o Primeiro Comando da Capital, o PCC.
O Podemos integra a coligação de 12 partidos montada para apoiar a reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo.
Conhecido como Felipinho, Emerson é apontado pelo Ministério Público como o principal investigado do esquema. Segundo a Promotoria, ele possui “extensa ficha criminal” e vínculo com o PCC, além de ser suspeito de comandar uma articulação que envolve outros investigados.
Esta é a primeira eleição disputada pelo candidato. Natural de Belo Horizonte, ele se declarou empresário à Justiça Eleitoral.
A operação cumpriu duas ordens de prisão preventiva e mandados de busca e apreensão contra 11 alvos. As diligências chegaram a 21 endereços em municípios paulistas e em Balneário Camboriú, Santa Catarina.
Também foram apreendidos seis veículos, celulares, computadores, notebook, pen drive, cartões de memória e livros com anotações. O material será analisado no avanço das investigações.
A maior parte das apreensões ocorreu em Cotia, na Grande São Paulo. A ação mobilizou 96 policiais militares do 5º Batalhão de Ações Especiais de Polícia e 80 policiais civis.
A prisão ocorre quatro dias depois de Tarcísio abrir sua campanha em Osasco justamente ao lado de dirigentes e candidatos do Podemos, partido que ganhou espaço na base política do governador.
As investigações continuam. A defesa de Emerson Rocha não havia se manifestado sobre as acusações divulgadas pelo Ministério Público.
Candidato de partido aliado de Tarcísio é preso sob suspeita de ligação com PCC
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