Violência de gênero: Lula amplia rede de proteção às mulheres e lança serviço online do SUS

Violência de gênero: Lula amplia rede de proteção às mulheres e lança serviço online do SUS
- Presidente Lula - Foto: Ricardo Stuckert/PR

Mulheres que enfrentam situações de violência passaram a contar com uma nova ferramenta de atendimento dentro da rede pública de saúde. O governo federal lançou nesta segunda-feira (24) um serviço de acompanhamento psicológico remoto pelo SUS, com previsão de 100 mil atendimentos mensais.
A iniciativa permite que mulheres vítimas de agressões, além de mães atípicas e cuidadoras de familiares com deficiência, tenham acesso a sessões com psicólogas sem precisar se deslocar até uma unidade de saúde.
O atendimento funciona por meio da plataforma Acolhe Mais, disponível no aplicativo Meu SUS Digital. Depois do cadastro, a equipe responsável faz contato em até 24 horas para organizar a consulta. A sessão ocorre por videochamada.
A proposta é ampliar o acesso à assistência psicológica para mulheres que muitas vezes encontram dificuldades para buscar ajuda presencialmente, seja por medo, dependência financeira, controle do agressor ou limitações de mobilidade.
Ferramenta inclui mecanismo de proteção
O novo serviço também incorpora um recurso voltado à segurança das vítimas. Durante os atendimentos, será criada uma palavra-chave que poderá ser usada caso a mulher precise interromper a conversa porque o agressor se aproximou ou a situação deixou de ser segura.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a medida busca garantir que o contato com a rede de proteção não aumente os riscos para a vítima.
O programa havia começado em março, inicialmente no Rio de Janeiro e em Recife. Com a nova fase, o atendimento passa a estar disponível para mulheres de todos os estados brasileiros.
A ação integra o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, lançado pelo governo federal em fevereiro de 2026 com medidas voltadas ao enfrentamento da violência contra mulheres.
Durante o lançamento, a primeira-dama Janja da Silva destacou a necessidade de responsabilização dos homens pelos casos de agressão e afirmou que o governo tem ampliado políticas públicas voltadas às mulheres.
O anúncio reuniu representantes dos ministérios da Saúde, das Mulheres e da Igualdade Racial, além de integrantes da sociedade civil.

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