Lula volta a defender PEC da Segurança Pública para combater facções criminosas

Lula volta a defender PEC da Segurança Pública para combater facções criminosas
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Intervenções no contexto da visita às obras do...

Luiz Inácio Lula da Silva colocou o controle territorial exercido pelo crime organizado no centro de sua defesa da PEC da Segurança Pública durante uma live realizada neste domingo (13).
O presidente afirmou que pretende ampliar a articulação entre União, estados e municípios e disse que comunidades hoje submetidas a facções e milícias precisam voltar ao controle de seus moradores.
“Quem mora na vila é o povo. O povo tem que ser dono da vila”, afirmou.
Lula disse que a mudança na Constituição busca estabelecer com maior clareza a participação de cada esfera de governo na segurança pública. A proposta encaminhada pelo Executivo foi modificada e aprovada pela Câmara em março deste ano e agora tramita no Senado.
Ao falar sobre áreas dominadas por organizações criminosas, o presidente defendeu uso de inteligência e atuação nas fronteiras como parte da estratégia.
“Vamos acabar com esse negócio de malandro, de miliciano mandar no bairro, mandar na vila. Nós vamos libertar o povo brasileiro do crime organizado”, disse.
A segurança dos celulares também entrou na transmissão. Lula voltou a divulgar o programa Celular Seguro e defendeu que aparelhos roubados ou furtados sejam rapidamente bloqueados para dificultar a receptação e a revenda.
Segundo o presidente, consumidores também devem verificar a procedência de aparelhos antes de comprar telefones usados. A intenção, afirmou, é atingir a estrutura econômica que mantém esse mercado.
“Quem rouba é o pobre. Quem ganha é o rico”, declarou Lula ao dizer que jovens são usados na ponta do esquema enquanto outros integrantes da cadeia ficam com o dinheiro obtido com os aparelhos.
O presidente resumiu a meta do governo em uma frase. “Nós queremos o roubo de telefone zero.”
A PEC 18 de 2025 dá tratamento constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública e amplia mecanismos de integração entre as forças de segurança. O texto aprovado pela Câmara passou por mudanças em relação à versão originalmente apresentada pelo Executivo e aguarda análise do Senado.

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