Pagar pelo Pix com a palma da mão e sem celular será possível em breve

Pagar pelo Pix com a palma da mão e sem celular será possível em breve
Aplicativo bancário para pagamento financeiro em Pix - Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Uma tecnologia que permite pagar por Pix apenas aproximando a palma da mão de um leitor começou a ser apresentada ao mercado brasileiro. A solução, chamada PalmAI, foi desenvolvida em parceria pela Positivo Tecnologia e pela Tencent Cloud e pode ser integrada também a cartões de débito e crédito.
Para usar o sistema, o consumidor precisa cadastrar previamente a palma da mão. O equipamento analisa características visíveis e também o desenho dos vasos sanguíneos sob a pele, criando uma identificação biométrica individual.
Depois do cadastro, a transação pode ser autorizada em cerca de meio segundo, segundo as empresas. Na prática, o usuário não precisaria abrir o aplicativo do banco, aproximar um cartão ou escanear um QR Code.
No caso do Pix, a palma da mão funcionaria como forma de identificação e autenticação. O sistema de pagamentos do Banco Central continuaria responsável pela transferência do dinheiro, enquanto a biometria substituiria etapas hoje feitas pelo celular.
A tecnologia foi apresentada durante a Autocom 2026, em São Paulo, e passou a ser demonstrada a adquirentes, varejistas e empresas de integração. Supermercados, farmácias, restaurantes e estabelecimentos com grande circulação estão entre os segmentos apontados como possíveis interessados.
O PalmAI também utiliza mecanismos de prova de vida, criados para verificar se há uma pessoa real diante do equipamento. A combinação entre a imagem externa da mão e o padrão vascular é apresentada pelas empresas como uma forma de aumentar a precisão do reconhecimento.
Outra possibilidade é cadastrar formas diferentes de pagamento para cada mão. Em uma das configurações demonstradas, por exemplo, uma palma poderia ser associada ao Pix e a outra a um cartão.
A adoção em larga escala, porém, depende da integração com bancos, adquirentes, varejistas e da instalação de leitores compatíveis. Por isso, a tendência é que a tecnologia apareça inicialmente em redes de maior porte.

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