Carlos Bolsonaro usa R$ 713 mil do fundo eleitoral em gráfica do Rio ligada a Ramagem

Carlos Bolsonaro usa R$ 713 mil do fundo eleitoral em gráfica do Rio ligada a Ramagem
Carlos Bolsonaro e Alexandre Ramagem - Fotomontagem: Caio César/CMRJ e Marcos Oliveira/Agência Senado

Carlos Bolsonaro (PL), candidato ao Senado por Santa Catarina, comprometeu R$ 713,4 mil de sua campanha com uma gráfica do Rio de Janeiro e uma agência de comunicação de Goiás. O valor corresponde a cerca de um terço dos R$ 2,15 milhões que ingressaram até agora nas contas do candidato, segundo dados da prestação parcial enviados à Justiça Eleitoral.
Os recursos recebidos por Carlos até o recorte analisado vieram integralmente do Partido Liberal por meio do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o chamado fundo eleitoral. A transferência de R$ 2,15 milhões foi registrada em 25 de agosto.
Os dados constam no Portal de Dados Abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A prestação ainda é parcial e pode sofrer alterações até o encerramento da campanha.
Até agora, a candidatura declarou R$ 1.950.211,88 em despesas contratadas, o equivalente a aproximadamente 90,7% de todo o dinheiro recebido. Desse total, R$ 1,62 milhão já aparece como efetivamente pago.
Carlos Bolsonaro contrata R$ 605 mil com gráfica de Saquarema
A maior fornecedora da campanha de Carlos Bolsonaro até o momento é a Exact Indústria e Serviços de Embalagens e Rótulos Ltda., sediada em Saquarema, no Rio de Janeiro.
A empresa foi contratada em seis despesas que somam R$ 605,4 mil. Os registros incluem adesivos, folhetos e diferentes formatos de material gráfico para a chapa ao Senado formada por Carlos e pela deputada federal Carol de Toni (PL-SC).
A maior nota é de R$ 256 mil e corresponde à produção de 200 mil adesivos de vinil de Carlos Bolsonaro e Carol de Toni. Outra despesa, de R$ 168 mil, refere-se a 2 milhões de unidades de material adesivo descrito na prestação como “praguinha”.
Também foram contratados 2 milhões de unidades de “santão”, por R$ 64 mil, e 1 milhão de folhetos, por R$ 62 mil. Duas encomendas posteriores custaram R$ 33,8 mil e R$ 21,6 mil.
As seis despesas declaradas com a Exact são:

R$ 256 mil em adesivos de vinil;
R$ 168 mil em 2 milhões de “praguinhas”;
R$ 64 mil em 2 milhões de “santões”;
R$ 62 mil em 1 milhão de folhetos;
R$ 33,8 mil em material holográfico;
R$ 21,6 mil em adesivos de maior dimensão.

As descrições apresentadas à Justiça Eleitoral associam os materiais às candidaturas de Carlos Bolsonaro e Carol de Toni. Apesar disso, os gastos estão registrados na prestação de contas da campanha de Carlos.
Dos R$ 605,4 mil contratados com a gráfica, R$ 285,4 mil já apareciam como pagos no conjunto de dados consultado. Outros R$ 320 mil, referentes às notas de R$ 256 mil e R$ 64 mil, estavam contratados, mas ainda sem pagamento declarado.
Agência recebe R$ 108 mil
A outra despesa que leva o total das duas empresas a R$ 713,4 mil foi registrada em favor da Farol Comunicação Integrada Ltda.
A campanha contratou a empresa por R$ 108 mil em 28 de agosto. A descrição informada na prestação de contas é de “gestão estratégica e operacional de impulsionamento de conteúdos para campanha eleitoral”.
O gasto foi classificado pela Justiça Eleitoral na rubrica de produção de programas de rádio, televisão ou vídeo. A nota fiscal registrada é a de número 2, e os R$ 108 mil aparecem como pagos na mesma data.
Somadas, Exact e Farol concentram R$ 713,4 mil, ou 33,18% dos R$ 2,15 milhões recebidos pela campanha. A Exact responde por aproximadamente 85% desse montante.
Além das duas empresas, a prestação registra entre os principais gastos R$ 500 mil com a Ventura Estúdio Ltda., R$ 250 mil com a Reditus Comunicação, R$ 250 mil com a Forma Consultoria em Marketing, R$ 150 mil com serviços de eventos e R$ 85 mil com serviços contábeis.
A Fórum acompanha a disputa eleitoral de 2026 e os dados de receitas e despesas declarados pelos candidatos à Justiça Eleitoral.

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