O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança na disputa pelo Palácio do Planalto, mas Flávio Bolsonaro (PL) avançou e reduziu a diferença entre os dois no primeiro turno. Em um eventual segundo turno, o senador aparece numericamente à frente do petista, embora os dois permaneçam tecnicamente empatados. É o que mostra a nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quinta-feira (17).
No cenário estimulado de primeiro turno, Lula registra 44,1% das intenções de voto, enquanto Flávio chega a 41,7%. A diferença entre ambos é de 2,4 pontos percentuais. Renan Santos (Missão) aparece em terceiro, com 5,1%.
Na rodada anterior da AtlasIntel/Bloomberg, divulgada em 10 de setembro, Lula tinha 43% e Flávio, 37,4%. Ou seja, enquanto o presidente oscilou 1,1 ponto para cima, o candidato do PL avançou 4,3 pontos em uma semana.
Primeiro turno
Os números do cenário estimulado são:
Lula (PT): 44,1%
Flávio Bolsonaro (PL): 41,7%
Renan Santos (Missão): 5,1%
Augusto Cury (Avante): 3,5%
Ronaldo Caiado (PSD): 1,7%
Romeu Zema (Novo): 1,1%
Samara Martins (UP): 0,7%
Branco/nulo: 1,6%
Não sabe: 0,5%
Clariana Barão (DC), Rui Costa Pimenta (PCO), Veterinário Wilson Grassi (Democrata), Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB) não pontuaram. Considerando apenas os votos válidos, Lula chega a 45%, e Flávio Bolsonaro, a 42,6%.
A série histórica do instituto mostra uma aproximação acentuada entre os dois principais candidatos na reta final da campanha. Em junho, Lula chegou a 46%, enquanto Flávio registrava 37%. No levantamento desta quinta-feira, as linhas chegam a 44% e 42%, respectivamente.
Flávio aparece numericamente à frente no segundo turno
A disputa fica ainda mais apertada quando Lula e Flávio Bolsonaro são colocados frente a frente.
Flávio registra 47,2%, contra 46,8% de Lula. A vantagem numérica do senador é de apenas 0,4 ponto percentual e está dentro da margem de erro de um ponto, configurando empate técnico. Entre os votos válidos, Flávio aparece com 50,2%, e Lula, com 49,8%.
Na pesquisa anterior da AtlasIntel, Flávio já aparecia numericamente à frente, com 46,4%, contra 46,2% de Lula, também em situação de empate técnico.
Nos demais confrontos de segundo turno testados pela AtlasIntel, Lula aparece numericamente à frente:
Lula (PT) 46,8% x Flávio Bolsonaro (PL) 47,2%
Lula (PT) 46,3% x Romeu Zema (Novo) 43,7%
Lula (PT) 46% x Ronaldo Caiado (PSD) 41,7%
Lula (PT) 45,6% x Augusto Cury (Avante) 37,8%
Lula (PT) 46,1% x Renan Santos (Missão) 29,7%
Aprovação de Lula
O levantamento também mediu a avaliação do presidente. 53,6% desaprovam o desempenho de Lula, enquanto 45,4% aprovam e 0,9% não souberam responder.
Quando a pergunta é sobre a avaliação do governo, 51,5% classificam a gestão como ruim ou péssima, 40,9% como ótima ou boa e 7,6% como regular.
A rejeição eleitoral dos dois principais candidatos também está próxima. Lula é o nome em quem 52% dizem que não votariam de jeito nenhum, enquanto Flávio Bolsonaro registra rejeição de 50,2%. Renan Santos aparece com 39,1%, seguido por Jair Bolsonaro, com 38,5%, Romeu Zema, com 30,7%, e Ronaldo Caiado e Augusto Cury, ambos com 28,6%.
Banco Master divide percepção entre lulistas e bolsonaristas
A AtlasIntel também perguntou aos entrevistados qual grupo político, em sua percepção, está mais envolvido no esquema de fraudes financeiras do Banco Master.
O resultado mostra uma divisão praticamente ao meio: 41,2% apontam principalmente os aliados de Bolsonaro, enquanto 40,2% atribuem maior envolvimento aos aliados de Lula. Outros 13,8% dizem que todos estão igualmente implicados, 3,4% apontam principalmente o Centrão e 1,3% não souberam responder.
Crise no STF é vista como mais prejudicial a Lula
A pesquisa procurou medir também como essa crise pode repercutir na disputa presidencial.
Para 49,5% dos entrevistados, a atual crise envolvendo ministros do STF prejudica mais a candidatura de Lula. Outros 20,9% acreditam que Flávio Bolsonaro é o mais prejudicado.
Há ainda 14,4% que consideram que a crise afeta igualmente os dois candidatos, 6,7% que dizem que ela não prejudica nenhum dos dois e 8,6% que não souberam responder.
O levantamento foi realizado entre 11 e 16 de setembro, período que abrange justamente a escalada da crise no Supremo e a sessão extraordinária desta terça-feira (15). Como a pesquisa registra as percepções dos entrevistados durante esse intervalo, os dados não permitem atribuir isoladamente as mudanças eleitorais a um único episódio político.
Metodologia
A AtlasIntel entrevistou 5.018 pessoas em todo o país por meio do método de recrutamento digital aleatório Atlas RDR. A coleta ocorreu entre 11 e 16 de setembro. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06221/2026.
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