Durante um ato de campanha em São Gonçalo (RJ), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a direcionar críticas ao grupo político ligado ao candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. Sem mencionar o senador diretamente, Lula afirmou que o país não poderia levar ao comando do governo federal alguém associado, segundo ele, a interesses ligados à milícia.
Lula também retomou o caso do Banco Master, envolvendo o fundador da instituição, Daniel Vorcaro, e afirmou que as relações em torno do episódio precisam ser esclarecidas.
Ao falar sobre o cenário eleitoral, o presidente citou ainda as investigações sobre fraudes no INSS. Segundo Lula, a disputa política envolve o enfrentamento de grupos que, na avaliação dele, se beneficiaram de esquemas contra recursos públicos.
A fala sobre milícias foi relacionada por Lula ao histórico político de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro. Em 2005, quando era deputado estadual, Flávio concedeu a Medalha Tiradentes ao ex-capitão da Polícia Militar Adriano da Nóbrega, apontado pelo Ministério Público como integrante de uma milícia. O então deputado também teve em seu gabinete familiares de Adriano, segundo investigações.
Adriano morreu em 2020 durante uma operação policial na Bahia.
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Ao comentar o caso Master, Lula afirmou que o empresário Daniel Vorcaro, preso no âmbito das investigações, precisa ser alvo de apuração e defendeu que eventuais envolvidos sejam identificados.
O discurso foi realizado ao lado de aliados da campanha no Rio, entre eles o candidato ao governo estadual Eduardo Paes (PSD), os candidatos ao Senado Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD), além dos prefeitos Eduardo Cavaliere, do Rio, e Rodrigo Neves, de Niterói.
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