Marco Feliciano, aliado do clã Bolsonaro, chamou Igreja Católica de “religião morta e fajuta”; veja vídeo

Marco Feliciano, aliado do clã Bolsonaro, chamou Igreja Católica de “religião morta e fajuta”; veja vídeo
- Flávio Bolsonaro e Marco Feliciano (Waldemir Barreto / Agência Senado)

Aliado histórico do clã Bolsonaro e uma das lideranças de maior destaque na chamada Bancada Evangélica, que tem Flávio Bolsonaro (PL) como membro, Marco Feliciano (PL-SP) classificou a Igreja Católica como “avivamento de Satanás” e atacou homossexuais em pregação que havia sido revelada e retirada do ar por um membro da Assembleia de Deus em 2013.
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Pastor, fundador e líder da Catedral do Avivamento, Feliciano aparece exaltado no vídeo em que incita evangélicos contra os católicos, fala em “prostituição” e ataca diretamente a Igreja Católica, classificada por ele como “avivamento de Satanás” e “religião morta e fajuta”.
“Primeiro, eu conheço o Deus de Paulo. Não é o Deus dessa religião morta e fajuta em que você está. Se algum católico entre nós aqui, que eu duvido muito, mas se tiver, está em busca de avivamento. Deixa eu te explicar uma coisa. Primeiro, você não pode sentir aquilo que nós sentimos sem experimentar o Deus que nós servimos. ‘Não, pastor, não, pastor. Mas eu sou carismático, eu até aprendi falar em línguas. Botaram uma fita no rádio e eu decorei’. Esse avivamento é avivamento de Satanás”, dispara, incitando os evangélicos que ouviam a pregação contra os católicos.
Em seguida, o deputado, que busca seu quinto mandata na Câmara Federal, ataca a “idolatria”, que é justamente o culto às imagens, como de Nossa Senhora Aparecida, feita pelos católicos, ligando os adeptos da crença religiosa à “prostituição”.
“Você não pode experimentar o mesmo avivamento que eu, porque o seu Deus não é o mesmo que o meu Deus. Porque o meu Deus exige santidade. Santidade física e santidade de alma. Não adianta dizer para mim que o seu coração é de Deus, mas o seu corpo está entregue à prostituição, à idolatria e a todas as misérias dessa vida”, afirmou.
Feliciano, então, volta a incitar os evangélicos contra os católicos e usa a “idolatria” para atacar homossexuais.
“‘Não, pastor, meu Deus é igual ao seu, olha, eu estou até com ele aqui no meu pescoço’. Deixa eu te falar uma coisa, com todo o respeito, o meu Jesus não foi feito para ser enfeite de pescoço de homossexual. Nem de pederasta. Nem de lésbica”, afirma o deputado bolsonarista, ovacionado pelos fiéis.
 
Em 2013, quando o vídeo foi revelado, Dom Dimas Lara Barbosa, então porta-voz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), pediu “respeito à liberdade de confiança e à liberdade religiosa das pessoas”.
“Eu li a transcrição do vídeo. Nesse momento é importante lembrarmos que estamos celebrando este ano os 50 anos do Conselho do Vaticano II, que abriu as portas da Igreja para o diálogo ecumênico. O diálogo pressupõe o respeito à liberdade de confiança e à liberdade religiosa das pessoas. A mensagem católica caminha na direção do diálogo e do respeito, não do confronto”, disse o bispo católico à época.

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