Especialista em Direitos Humanos, o advogado Rodrigo Mondego denunciou em publicação na rede X que Donald Trump teria blindado a “facção narcopentecostal” Terceiro Comando Puro, o TCP, ao classificar Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. A medida é apoiado por Flávio Bolsonaro (PL), que já afirmou que, caso seja eleito, abrirá as portas para ações do governo dos EUA contra as facções no Brasil.
“Sobre o ataque a Nossa Senhora Aparecida, ainda há quem ache exagero denunciar a aliança de Flávio Bolsonaro e da extrema-direita com setores do fundamentalismo evangélico que atacam católicos. Por que Trump, líder mundial da extrema-direita, classificou as facções CV e PCC como organizações terroristas, mas deixou o TCP de fora? Por que deixaram justamente a facção narcopentecostal de fora?”, indaga Mondego.
Atuante em casos de repercussão nacional, como o assassinato da menina Ágatha Vitória Sales Félix, de 8 anos, com um tiro de fuzil disparado por um policial no Complexo do Alemão, Mondego chama a atenção para a atuação do TCP no Complexo de Israel, região que abrange os bairros de Parada de Lucas, Vigário Geral, Cidade Alta, Cordovil e Brás de Pina, na zona norte do Rio.
“No Complexo de Israel no Rio, dominado pelo TCP, foram proibidas missas, casamentos e batizados católicos. Padres foram ameaçados de morte”, afirmou Mondego. “O ataque é real e concreto”, concluiu o advogado.
O TCP ficou conhecido pela forte presença de traficantes que se autodenominam evangélicos e impõem práticas religiosas ou restrições a símbolos de outras religiões na área. O nome “Complexo de Israel” e o uso de símbolos como bandeiras de Israel e grandes estrelas de Davi refletem essa identidade visual adotada pelo bando.
https://x.com/rodrigomondego/status/2103491692842135776
“No Complexo de Israel foram proibidas missas”: advogado denuncia que Trump blindou “facção narcopentecostal”
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