Uma postagem antiga atribuída ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a circular nas redes sociais em meio à nova onda de discussões sobre religião e política na eleição de 2026. O conteúdo, que teria sido publicado em 2014, antes da projeção nacional do parlamentar, passou a ser compartilhado após a polêmica envolvendo Flávio Bolsonaro (PL) e manifestações sobre Nossa Senhora Aparecida.
A publicação é atribuída a uma conta que Nikolas mantinha no antigo Twitter, hoje X. O material compartilhado por usuários apresenta uma mensagem considerada ofensiva à figura da Virgem Maria e ao cristianismo.
A ferramenta de inteligência artificial do X, o Grok, afirmou que a postagem atribuída a Nikolas Ferreira teria sido publicada em agosto de 2014 e reproduziu o conteúdo associado ao deputado. A resposta da IA, porém, não substitui uma confirmação por fonte primária do registro original.
A circulação do material ocorre em uma plataforma comandada por Elon Musk, empresário que mantém posições políticas alinhadas ao campo conservador e já manifestou apoio a Nikolas Ferreira. O contexto também reacendeu debates sobre o uso das redes sociais na disputa política.
A repercussão ganhou força após a religião voltar ao centro do debate eleitoral. Nos últimos dias, Flávio Bolsonaro passou a ser questionado nas redes após declarações sobre a relação entre Estado e religião e por associações feitas por adversários com um projeto de lei apresentado em 2007 que tratava do título de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil.
A proposta, de autoria do então deputado Professor Victório Galli, sugeria alterar a Lei 6.802/1980 para restringir a referência à padroeira aos católicos apostólicos romanos. O texto foi arquivado pela Câmara dos Deputados em 2008. Flávio Bolsonaro negou intenção de retomar a medida.
O resgate da postagem atribuída a Nikolas passou a ser utilizado por internautas para questionar a diferença entre declarações antigas associadas ao deputado e sua atuação política atual, marcada pela aproximação com pautas conservadoras ligadas ao campo religioso.
Até a publicação desta reportagem, Nikolas Ferreira não havia se manifestado sobre o conteúdo específico atribuído a ele.
O episódio ocorre em uma semana de novas discussões sobre fé, democracia e Estado laico. A CNBB divulgou manifestações defendendo participação consciente dos eleitores, respeito às instituições e combate à desinformação. A AFROBRAS, entidade ligada a religiões afro-brasileiras, também criticou discursos que, segundo a organização, poderiam ameaçar a liberdade religiosa.
Post antigo de Nikolas dizendo que Virgem Maria foi estuprada viraliza nas redes
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