O ex-presidente da Embratur e candidato a deputada federal Marcelo Freixo (PT-RJ) denunciou que a Meta, empresa dona do Instagram e do Facebook, retirou do ar, neste sábado (26), um vídeo em que ele criticava a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) de excluir mais de mil publicações que falavam sobre a polêmica envolvendo Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida.
Freixo afirma que sua publicação não continha nenhuma fake news. No vídeo apagado, o candidato questionava o fato do ministro André Mendonça ter relacionado a expressão “família miliciana” a Flávio Bolsonaro ao determinar a exclusão de uma postagem feita pelo ator Antonio Tabet em que ele afirmava: “A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”.
Em seguida, Freixo citou investigações que apontam as relações de Flávio Bolsonaro com a milícia. “Por que, ministro André Mendonça, você considera que, quando se fala de família miliciana, está se falando de Flávio Bolsonaro? Essa decisão é reveladora. Então, quando se fala em família miliciana, está se falando, sim, dessa prática da família Bolsonaro de ser muito próxima e sempre defender as milícias”, afirmava Freixo no vídeo.
Já na publicação deste sábado, o candidato afirma que seu vídeo foi excluído pela Meta sem justificativa, critica novamente a decisão de Mendonça e alerta para o perigo das interferências das big techs no período eleitoral brasileiro. “O ministro André Mendonça passou de todos os limites. Ministro do STF não pode interferir no processo eleitoral como está acontecendo”, afirmou Freixo.
“Hoje eu tive uma publicação minha retirada do ar porque também falava de Nossa Senhora Aparecida, mas eu não produzi nenhuma fake news, não ofendi ninguém, não houve nenhum crime nesta publicação. Não fui notificado nem recebi nenhuma informação. A Meta agiu sozinha? Sobre orientação? Sobre ordem? O que está acontecendo a uma semana da eleição? É tudo muito grave”, declarou o candidato.
Freixo ainda afirmou que a Meta, o X e as Big Tech estão “agindo de forma descarada a favor do candidato Flávio Bolsonaro”.
Mendonça retira mais de mil publicações do ar em 65 minutos
Uma decisão do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada de 1.022 links e publicações envolvendo Flávio Bolsonaro (PL) em uma ação apresentada pela campanha do senador nesta sexta-feira (26). O despacho ocorreu cerca de 65 minutos após o pedido de Flávio.
A medida atingiu conteúdos que relacionavam o candidato ao debate sobre um projeto arquivado que tratava do título de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil. A defesa de Flávio alegou que as publicações criavam uma associação indevida entre o senador e uma proposta que não foi apresentada por ele.
O volume de conteúdos retirados chamou atenção pelo tamanho da lista incluída no processo. Segundo os registros da ação, a decisão que determinou a remoção foi emitida pouco tempo depois da apresentação de um pedido ampliado pela defesa.
A representação havia chegado inicialmente ao TSE com um alvo específico: uma publicação feita pelo ator Antonio Tabet. Horas depois, a campanha acrescentou ao processo uma relação com centenas de outros perfis e endereços digitais.
A determinação de retirada foi enviada a cinco plataformas digitais. O despacho ocorreu cerca de 65 minutos após a inclusão do novo material, período em que a lista passou a reunir mais de mil links.
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