O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), em meio à polêmica envolvendo a imagem de Nossa Senhora Aparecida e Flávio Bolsonaro (PL), publicou um vídeo em que classifica como “censura prévia” a decisão do ministro André Mendonça de retirar do ar publicações que citassem a santa a pedido do candidato do PL e ressaltou a defesa do governo Lula (PT) pelo respeito a todas as religiões.
“Infelizmente, nos últimos dias, publicações tratando de Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil, estavam sendo removidas da internet por decisões arbitrárias, o que pode configurar censura prévia”, afirmou o vice-presidente.
Na última sexta-feira (25), o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada de publicações nas redes sociais que relacionavam Flávio Bolsonaro ao debate sobre uma proposta de alteração do título de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil. A decisão atendeu a um pedido apresentado pela defesa do senador e determinou que plataformas digitais removam conteúdos apontados na representação. Ao todo, foram 1.022 links retirados do ar.
Em relação à polêmica sobre a retirada do título de Nossa Senhora Aparecida, Alckmin afirmou que repudia qualquer “tentativa do passado ou do futuro” sobre o assunto. O vice-presidente ainda acrescentou que vê com ” enorme preocupação a tentativa de limitar o exercício da liberdade de expressão dos fieis e cidadãos brasileiros”.
“Enquanto eu e o presidente Lula estivermos governando, vamos trabalhar para proteger todas as religiões e assegurar a liberdade de opinião e consciência do povo brasileiro”, finalizou Alckmin.
https://x.com/geraldoalckmin/status/2104343397511098786
Entenda a polêmica
Na última quinta-feira (24), circulou pelas redes sociais publicações que associavam Flávio Bolsonaro a um suposto movimento para alterar o título religioso de Nossa Senhora Aparecida em meio a uma disputa simbólica envolvendo católicos e evangélicos no debate eleitoral. O caso teve início após a jornalista Maria Cristina Fernandes, da GloboNews, mencionar a existência de uma movimentação em setores da Igreja Católica em reação a uma suposta articulação de grupos evangélicos para retirar o título da santa.
Após a fala da jornalista viralizar, internautas recuperaram um projeto do candidato a deputado Victório Galli (Republicanos), que propôs, em 2007, substituir o título de “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. Galli chegou a ser assessor de Jair Bolsonaro (PL) durante seu governo e hoje apoia a campanha de Flávio Bolsonaro.
Eleitores também recuperaram um vídeo de Flávio Bolsonaro afirmando que sua primeira ação como presidente, caso fosse eleito, seria decretar que o Brasil “pertence a Jesus Cristo” – declaração que dialoga com os interesses do eleitorado evangélico.
Após a polêmica, o senador foi às redes afirmar que as acusações eram falsas e negou a existência de qualquer projeto com o objetivo de retirar o título de Nossa Senhora Aparecida.
Flávio acusa CNBB de fake news
Já neste domingo (27), Flávio voltou a falar sobre o caso e acusou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de espalhar a fake news sobre o assunto junto ao Partido dos Trabalhadores (PT).
“O PT, eu sei hoje, já estava há alguns dias tentando levantar essa fake news e conseguiu com ajuda de gente de dentro da CNBB, infelizmente, essa é a realidade”, declarou o candidato.
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CNBB rebate acusação
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se manifestou, neste domingo (27), contra as acusações de Flávio Bolsonaro (PL) que acusava a organização de compartilhar fake news contra ele em relação à polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida. Em nota, a CNBB afirmou que “mentira não se combate com outra mentira”.
A Conferência esclareceu que “não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral”. A entidade ainda declarou que “repudia a produção e a utilização de informações falsas, independentemente de sua origem ou de quem possam beneficiar ou prejudicar”.
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Alckmin diz que remoção de publicações sobre Nossa Senhora Aparecida foi ‘censura prévia’ de Mendonça
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