Campanha de Lula busca votos para vitória no 1º turno, diz coordenador: “é estadista contra miliciano”

Campanha de Lula busca votos para vitória no 1º turno, diz coordenador: “é estadista contra miliciano”
- Marco Aurélio Carvalho em evento com Lula em São Paulo (Lela Beltrão / Divulgação)

Na última semana de campanha, Lula vai colocar toda a estrutura nas ruas e nas redes para tentar sacramentar uma inédita vitória no primeiro turno das eleições, que acontece no próximo domingo (3), segundo o advogado Marco Aurélio Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas e da campanha do presidente em São Paulo.
“O presidente Lula costuma dizer com sabedoria que o jogo só acaba quando termina. E que não tem voto perdido, que o voto perdido é o que você não disputa. Então, nós temos que ocupar as ruas para conquistar todos os votos, absolutamente todos os votos possíveis. E é claro que, ao final, o resultado pode ser satisfatório na perspectiva de definição no primeiro turno. Nós temos que trabalhar por isso, mas não contar com isso. Porque afinal de contas, como diz a Dilma Rousseff: ‘a vida é dura, né? Vamos trabalhar’. Eu estou confiante e o presidente também“, afirmou Marco Aurélio à Fórum na manhã desta segunda-feira (28).
Realizada em meio à polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida nas redes, a pesquisa BTG/Nexus mostra um crescimento de Lula tanto no eleitorado católico, quanto no eleitorado evangélico, o que ampliou a margem em favor do presidente sobre Flávio Bolsonaro.
Para Marco Aurélio, o objetivo da campanha é mostrar que Lula tem o melhor projeto para o país e que de um lado há um estadista e de outro um miliciano, “que consegue ser mais bandido que o próprio pai” e prega inclusive a intolerância religiosa.
“Nós temos o melhor projeto, o melhor programa para o país. De um lado nós temos o estadista, do outro nós temos o miliciano que consegue ser mais bandido que o próprio pai. De um lado nós temos um legado de reconstrução e reconciliação do país, do outro nós temos um legado de destruição e de miséria. De um lado nós temos na verdade amor, esperança. Do outro nós temos ódio, intolerância, inclusive religiosa. As diferenças são oceânicas entre um e outro. Nunca foi difícil e continua não sendo, a escolha me parece ser bastante óbvia”, disse o advogado.
Na sexta-feira (25), Guilherme Boulos se licenciou do governo para se dedicar integralmente à campanha nas ruas na periferia de São Paulo, onde Lula construiu o “cinturão vermelho”, que historicamente coloca o petista em vantagem. Para Marco Aurélio, a campanha vai insistir na comparação entre os dois projetos.
“Nós confiamos claro no bom senso das pessoas ao fazer essa comparação. E mesmo aqueles que porventura tenham diferença conosco, e seguramente muita gente tem diferença conosco, eu acho que mesmo esses com o compromisso que têm com o país, com a construção de um Brasil mais justo, mais inclusivo, mais solidário, mais diverso, mais representativo dessa sociedade onde nós todos viemos vivemos. Mesmo esse setor vai acabar votando no Lula, por inteligência. Enfim, eu acho que se não for por princípio, que seja por inteligência”, afirmou.

Ver mais

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!