Plataforma de decisão de voto é questionada após idealizador se reunir com Tarcísio

Plataforma de decisão de voto é questionada após idealizador se reunir com Tarcísio
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Uma plataforma criada para ajudar eleitores a escolher candidatos passou a ser alvo de questionamentos após um dos responsáveis pela iniciativa, Fábio Silva, da Transforma Brasil, participar de uma reunião com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em 18 de setembro, já durante o período eleitoral.
O encontro aconteceu um dia após o lançamento da plataforma, quando os idealizadores anunciaram o Livres, ligado a pautas liberais, como parte do projeto. Como mostrou a Fórum, após a divulgação por Luciano Huck, internautas apontaram perguntas induzidas e questionaram possíveis favorecimentos a candidaturas de direita.
O encontro com Tarcísio foi citado pelo urbanista e professor Nabil Bonduki (PT), que colocou em dúvida a metodologia usada pela ferramenta. Em uma publicação nas redes sociais, ele afirmou que respondeu ao questionário e se surpreendeu com o resultado apresentado pelo sistema.
Bonduki relatou que candidatos de partidos de direita ou centro apareceram entre as primeiras opções, mesmo quando apresentavam índices de afinidade menores do que outros nomes. Para ele, a lógica da plataforma precisa ser esclarecida, já que a proposta seria justamente aproximar eleitores de candidaturas com posições semelhantes às suas.
Este é Fábio Silva, da “Transforma Brasil”, um dos responsáveis pela plataforma TEM MEU VOTO, em uma reunião com Tarcísio de Freitas promovida por Fábio e entidades no dia 18 de setembro. Portanto, já durante o período eleitoral. https://t.co/UNE52WZY9u pic.twitter.com/dOO3rOX0iD
— Nabil Bonduki 1373 (@NabilBondukiSP) September 28, 2026
A ferramenta ganhou visibilidade após ser divulgada pelo apresentador Luciano Huck no Domingão, da TV Globo. A iniciativa foi apresentada como uma plataforma apartidária para aproximar eleitores e candidatos ao Legislativo por meio de um sistema de perguntas e respostas.
No entanto, após a divulgação, usuários passaram a relatar nas redes sociais resultados que consideraram inesperados, com a presença de candidatos ligados à direita em posições de destaque. As críticas levantaram dúvidas sobre a forma como os nomes são apresentados aos eleitores.
A plataforma informa que não organiza os candidatos por um ranking de afinidade, mas realiza um sorteio entre os nomes que apresentam compatibilidade com as respostas do usuário. Para Bonduki, porém, esse modelo pode fazer com que candidatos com maior afinidade não apareçam entre as primeiras opções.
“Qual é, então, o sentido de uma ferramenta que se propõe a ajudar o eleitor a identificar candidatos com posições semelhantes às suas, mas não prioriza justamente aqueles com quem ele apresentou maior afinidade?”, escreveu.
Mudança na composição da coalizão
Além da discussão sobre a metodologia, a composição da iniciativa também passou por alterações após o lançamento.
Em comunicado divulgado em 17 de setembro, o RenovaBR informou que a coalizão responsável pela plataforma reunia 14 organizações, incluindo o Livres.
Atualmente, porém, o Livres não aparece mais entre as organizações listadas no site da iniciativa. A retirada ocorreu sem que, até o momento, tenha sido apresentada uma explicação pública para a mudança.
A coalizão foi anunciada como uma articulação de entidades com o objetivo de aproximar eleitores e candidatos ao Legislativo.
 
 
 
 
 
 
 

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