Uma imagem de Nossa Senhora Aparecida feita de crochê virou motivo de reação nas redes sociais após aparecer em um ato de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) no Centro de São Paulo, nesta segunda-feira (28). A peça foi entregue por uma apoiadora durante a caminhada e levantada pelos candidatos após a mulher pedir que a imagem fosse mostrada à imprensa.
O momento ocorreu de forma improvisada. A seguidora se aproximou de Flávio com a representação artesanal da santa e disse “que toda imprensa grave”. Em seguida, o senador e Tarcísio ergueram a peça diante das câmeras e dos participantes do ato.
A aparência da imagem gerou críticas nas redes sociais. Usuários classificaram a representação como uma Nossa Senhora “deformada”.
Polêmica com santa – O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), levantou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante uma caminhada ao lado do governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), nesta… pic.twitter.com/mkqTsuKZOG
— g1 (@g1) September 28, 2026
Peça artesanal não é imagem litúrgica
A representação apresentada no ato é uma peça artesanal de crochê, diferente das imagens tradicionalmente utilizadas em celebrações religiosas oficiais. A Igreja Católica não possui uma regra que proíba imagens de santos feitas com materiais como tecido, crochê ou outros elementos populares.
A tradição católica admite diferentes formas de representação artística de figuras religiosas. O que diferencia uma imagem litúrgica de uma peça devocional popular é o contexto de uso, a finalidade e o reconhecimento dentro de uma comunidade religiosa.
A cena aconteceu em meio à polêmica envolvendo publicações nas redes sociais que relacionam Flávio Bolsonaro a uma suposta tentativa de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
A controvérsia chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) e envolveu um embate entre o candidato e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
No domingo (27), Flávio afirmou que o PT teria criado uma “fake news” sobre o tema com participação de pessoas ligadas à CNBB. O senador não apresentou provas para sustentar a acusação.
A entidade religiosa negou envolvimento na produção ou divulgação de informações falsas. Em nota, afirmou que atribuir à instituição participação em estruturas de desinformação sem fatos ou provas “atinge injustamente a instituição”.
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