Casa da mãe de Décio Lima (PT), que tem 88 anos e Alzheimer, é atacada a pedradas em Itajaí

Casa da mãe de Décio Lima (PT), que tem 88 anos e Alzheimer, é atacada a pedradas em Itajaí
Sobrinho de Décio Lima denuncia ataque à casa de sua avó - Foto: Divulgação

A casa da mãe do candidato ao Senado por Santa Catarina Décio Lima (PT) foi atacada a pedradas na noite de domingo (27), por volta das 20h, no bairro São João, em Itajaí. Uma pedra arremessada de um veículo atingiu uma das janelas do imóvel, danificando sua estrutura de madeira. No momento do ataque, estavam no local a mãe do candidato, Angelina Lima, de 88 anos, com Alzheimer, o irmão Écio Lima, de 67 anos, em recuperação de cirurgia cardíaca, e uma cuidadora. A autoria e a motivação não foram confirmadas até o fechamento desta reportagem.
Ataque à residência da família de Décio Lima
A pedra foi arremessada contra o imóvel por volta das 20h de domingo e o impacto danificou a estrutura de madeira de uma janela. Não há relato de feridos.
No momento do ataque, Angelina Lima, de 88 anos, que convive com Alzheimer há 15 anos, e Écio Lima, de 67 anos, recém-saído de uma cirurgia cardíaca, estavam na casa acompanhados de uma cuidadora. Lucas Lima, sobrinho de Décio, denunciou o episódio em vídeo publicado nas redes sociais na segunda-feira (28), gravado em frente ao imóvel e dentro dele. “Isso foi um ataque covarde, isso não se faz. Nunca aconteceu isso”, disse Lucas no vídeo. Ele alertou que a pedra poderia ter atingido a avó ou o tio recém-operado caso a janela tivesse cedido completamente.
A família acredita que a presença de wind banners de campanha eleitoral na frente da residência, com propagandas de Décio e de sua esposa, a deputada federal Ana Paula Lima (PT), candidata à reeleição, teria motivado o ataque. A casa é o imóvel onde Décio Lima cresceu e costuma funcionar como comitê informal de campanha em períodos eleitorais.
https://x.com/deciolimasc/status/2104721873179414913
Reação da família e próximos passos
Após o ataque, Écio Lima pediu ao sobrinho que retirasse os wind banners e os adesivos políticos do PT afixados nos veículos estacionados na garagem. Lucas cumpriu o pedido ainda na tarde de segunda-feira. “Meu tio está com medo”, declarou o sobrinho.
A família informou que analisará imagens de câmeras de segurança da rua e registrará um Boletim de Ocorrência para que as autoridades identifiquem os responsáveis. Até o fechamento desta reportagem, não havia confirmação oficial de abertura de investigação policial.
Décio Lima condenou o episódio, classificando-o como “uma afronta direta aos valores democráticos” e defendendo que o embate político deve ocorrer “no campo das ideias e do respeito mútuo”. Raquel Lima, irmã do candidato, foi direta na avaliação do cenário: segundo o Diarinho, ela afirmou que “o extremismo está transformando o debate democrático em hostilidade, e o adversário em inimigo”.
Contexto de violência política
O ataque em Itajaí não é um caso isolado. O episódio ocorre poucos dias após o diretório do PT em Araranguá registrar denúncia por vandalismo contra materiais de campanha do partido no sul do estado.
O quadro é ainda mais grave quando se considera o que aconteceu em setembro: segundo o Diarinho, em 12 de setembro a advogada Fernanda Klitzke, segunda suplente na chapa de Décio ao Senado, foi derrubada e atingida por disparos de bala de borracha durante uma ação da Polícia Militar em Jaraguá do Sul. Imagens também registraram chutes durante a abordagem. A Polícia Militar afirmou que houve resistência e informou que a conduta dos policiais seria apurada pela Corregedoria-Geral. A sequência de episódios aponta para um padrão de hostilidade crescente contra integrantes e apoiadores do PT em Santa Catarina às vésperas das eleições.

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