O mercado formal de trabalho brasileiro ganhou 165.827 novos postos em agosto de 2026, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta terça-feira (29).
O resultado veio de um movimento de 2.294.563 contratações e 2.128.736 desligamentos registrados no mês. O saldo ficou acima da previsão de instituições financeiras, que estimavam a criação de cerca de 100 mil vagas.
Com o desempenho de agosto, o Brasil passou a contabilizar 48,2 milhões de empregos formais. O estoque era de 48,1 milhões em julho e de 47,4 milhões no mesmo período de 2025.
Serviços concentram novas vagas
A abertura de postos ficou concentrada principalmente no setor de serviços, responsável por 110.346 novas vagas no mês.
Também houve crescimento em outros cinco grandes grupos de atividade econômica. A construção abriu 20.848 postos, a indústria registrou 16.613, o comércio criou 16.565 e a agropecuária teve saldo positivo de 1.452 empregos.
Na composição das vagas criadas, 73,5% foram consideradas típicas, enquanto 26,5% foram classificadas como não típicas.
Resultado supera agosto de 2025
O saldo de agosto representou uma alta de 7,2% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o país havia registrado a criação de 154.683 empregos formais.
Apesar do desempenho positivo, o ministro do Trabalho e Emprego interino, Chico Macena, afirmou que o resultado ficou abaixo da expectativa do governo. Segundo ele, fatores externos, como o impacto do tarifaço dos Estados Unidos, influenciaram o desempenho.
No acumulado de 2026, o país já abriu 1.134.033 vagas com carteira assinada. Considerando o período entre setembro de 2025 e agosto de 2026, o crescimento do emprego formal foi de 1,87%, com saldo de 887.708 postos.
Efeito Lula: Brasil gera 165 mil empregos formais em agosto e supera expectativa
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