Tebet chama Eduardo Bolsonaro de “covarde” e aciona Justiça por violência política contra mulher

Tebet chama Eduardo Bolsonaro de “covarde” e aciona Justiça por violência política contra mulher
- Simonete Tebete e Eduardo Bolsonaro. Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

A candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) chamou Eduardo Bolsonaro de “covarde” nesta terça-feira (29) após ser alvo de ataques publicados pelo ex-deputado federal cassado nas redes sociais.
A reação ocorreu após Tebet criticar a desistência de Ricardo Salles (Novo) da disputa pelo Senado paulista. O ex-ministro do Meio Ambiente anunciou na segunda-feira (28) que retiraria sua candidatura e declarou apoio a Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).
Ao defender a decisão do aliado, Eduardo Bolsonaro afirmou que Salles teria evitado uma divisão dos votos da direita em São Paulo. Na mesma publicação, atacou Tebet e afirmou que ela seria uma “vassala do Lula” e que “se prostitui por cargo”.
A campanha da senadora prepara medidas na Justiça Eleitoral e apresentou uma notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para que o caso seja analisado como possível violência política contra a mulher.
Campanha prepara ações contra publicação
Em resposta, Tebet afirmou que não pretende se intimidar com ataques feitos nas redes sociais e criticou o uso de discursos ofensivos no debate político.
“É um covarde que ataca protegido pela distância e por um exército digital propagador de discurso de ódio. Essa é a indigência do debate político que não pode prosperar”, declarou a candidata.
A senadora afirmou ainda que não aceitará tentativas de silenciamento contra mulheres que participam da vida pública.
“Eu não vou baixar a cabeça, não vou me intimidar e não vou aceitar que nenhuma mulher seja silenciada dessa maneira”, disse.
Segundo a defesa da campanha, a primeira medida será uma representação à Justiça Eleitoral para solicitar a retirada do conteúdo publicado nas plataformas digitais. Os advogados também acionaram o Ministério Público Eleitoral para pedir investigação sobre possível prática de violência política contra a mulher, crime previsto no Código Eleitoral.
A equipe jurídica de Tebet também citou uma condenação recente de Eduardo Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por difamação contra a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP).
O processo teve origem em declarações feitas pelo ex-deputado em 2021 sobre um projeto apresentado por Tabata relacionado à distribuição gratuita de absorventes.
Por maioria de votos, o STF condenou Eduardo a um ano de detenção em regime inicial aberto, além do pagamento de 39 dias-multa, com cada dia calculado em dois salários mínimos.

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