Vereador pede votos para Flávio e Tarcísio em evento de habitação e é aplaudido por Nunes

Vereador pede votos para Flávio e Tarcísio em evento de habitação e é aplaudido por Nunes
- Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro - Foto: Reprodução/X @flaviobolsonaro

Um encontro para tratar de habitação popular em São Paulo terminou com pedido de votos para Flávio Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), distribuição de santinhos e aplausos do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
O episódio ocorreu a poucos dias do primeiro turno, o vereador Nunes Peixeiro (MDB) aproveitou o encontro, que tratava de programas habitacionais da Cohab-SP e da CDHU, para pedir votos a candidatos de seu campo político.
Além de Flávio, candidato à Presidência e Tarcísio que busca a reeleição ao governo paulista, o vereador pediu votos para Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).
Ricardo Nunes estava presente e aplaudiu a fala do vereador.
Leia: Gilmar abre sigilo e revela elo entre Queiroz, Adriano da Nóbrega e Flávio Bolsonaro
Santinhos em envelopes
O discurso eleitoral foi acompanhado pela distribuição de material de campanha.
Segundo a reportagem, envelopes com santinhos dos candidatos foram entregues aos participantes. Uma mulher ouvida pela Folha afirmou que havia sido orientada a comparecer ao encontro para receber informações sobre o apartamento que deverá receber por meio de um programa habitacional.
Peixeiro também relacionou a continuidade dos projetos de moradia ao resultado das eleições e criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao qual atribuiu a falta de recursos.
O vereador tem relação direta com a política habitacional da capital paulista: além de exercer mandato na Câmara Municipal, ocupa a vice-presidência da Cohab-SP.
Leia: Flávio Bolsonaro usou ‘Deus’ em mensagem a ex-sócio após suposta traição à esposa: “Me dar tiro nas costas”
Prefeitura diz que evento não estava na agenda de Nunes
Após o episódio, a Prefeitura de São Paulo afirmou à Folha que o encontro não fazia parte da agenda oficial de Ricardo Nunes.
A equipe de Nunes Peixeiro não havia respondido aos questionamentos da reportagem até a publicação.
O caso ocorre em plena reta final da campanha e coloca em discussão a fronteira entre atividades relacionadas a políticas públicas e atos eleitorais.
A legislação eleitoral estabelece restrições ao uso de bens, serviços e estruturas da administração pública em benefício de candidaturas. A existência de eventual irregularidade no episódio, porém, depende das circunstâncias do encontro e de análise da Justiça Eleitoral.

Ver mais

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!