Richarlison ironiza amigo de Flávio após caso das bets: “Minha casa não quer devolver, né?”

Richarlison ironiza amigo de Flávio após caso das bets: “Minha casa não quer devolver, né?”
Richarlison ironiza amigo de Flávio após caso das bets: “Minha casa não quer devolver, né?” 2

O atacante Richarlison aproveitou a notícia sobre a fortuna perdida pelo advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro (PL), nas apostas online para mandar uma provocação que resgata uma antiga disputa entre os dois.
Em uma publicação no Instagram que noticia que Willer apostou quase R$ 5 bilhões em 2025, acumulou prejuízo de R$ 163 milhões e agora tenta recuperar o dinheiro na Justiça, o jogador comentou:
“Minha casa não quer devolver né!!! Kkkkk”
A frase curta carrega uma história que se arrasta há anos.
Richarlison e Willer estiveram em lados opostos em uma longa batalha envolvendo uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ). O imóvel tem 11 suítes, praia privativa, cachoeira, quadra de tênis e heliponto.

“Gastei em torno de R$ 10 milhões”
A confusão começou após uma sociedade formada pela Sport 70, ligada a Richarlison e ao então empresário Renato Velasco, adquirirem em 2020, direitos relacionados ao imóvel.
Documentos obtidos pelo Metrópoles mostram que o contrato previa pagamento de R$ 1,16 milhão. Richarlison, entretanto, afirma que seu gasto total com a casa chegou a aproximadamente R$ 10 milhões.
“Realmente gastei em torno de R$ 10 milhões lá. E simplesmente me tomaram e estou até hoje sem receber a minha grana!”, afirmou o jogador ao comentar publicamente o caso em julho.
A situação é mais complexa do que uma simples compra e venda. O terreno pertence à União, e a batalha judicial passou justamente pela discussão sobre quem possuía os direitos de ocupação e posse da área.
Do outro lado estava a WT Administração de Imóveis e Bens, ligada a Willer Tomaz, que reivindicava direitos anteriores sobre o local.
Leia: Ele movimentou R$ 13 bilhões em apostas de bets e é o melhor amigo de Flávio Bolsonaro…
Caso chegou ao STJ
A disputa avançou pela Justiça e chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Em 2025, o tribunal manteve decisão desfavorável às partes ligadas ao jogador. O relator, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, considerou que acolher o recurso exigiria uma nova análise das provas e das cláusulas contratuais do caso, procedimento que não cabia naquela instância.
Com isso, permaneceu válida a decisão das instâncias anteriores favorável à empresa ligada a Willer.
O assunto, porém, nunca saiu completamente do radar de Richarlison.
Na última quinta-feira (24), o atacante voltou à carga. Publicou uma imagem da região de Angra dos Reis e escreveu: “A ilha que me tomaram”.
Agora, ao ver justamente Willer recorrendo à Justiça para tentar recuperar milhões perdidos em apostas, Richarlison encontrou a deixa para cobrar novamente o caso da mansão: “Minha casa não quer devolver, né?”
Leia: “Ilha que me tomaram”: Richarlison volta a expor perda de mansão de R$ 10 milhões para amigo de Flávio Bolsonaro
Onde entra Flávio Bolsonaro
A ligação política do caso passa pela amizade de Willer Tomaz com Flávio Bolsonaro.
O candidato do PL nunca foi parte da disputa judicial pelo imóvel. Flávio foi incluído como testemunha depois de ter visitado a mansão antes da conclusão da negociação e retornado posteriormente ao local acompanhado de Willer.
A relação entre os dois ajuda a explicar por que o nome do presidenciável passou a aparecer nas manifestações públicas de Richarlison sobre o episódio, mas não significa que Flávio tenha sido proprietário do imóvel ou parte no processo.
O comentário desta segunda-feira (29), portanto, acrescenta mais um capítulo à cobrança pública do jogador, desta vez aproveitando o processo em que Willer é quem pede à Justiça a devolução de uma fortuna.

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