O Ministério Público Federal (MPF) no Rio Grande do Sul abriu uma investigação para apurar se o apresentador Luciano Huck e a TV Globo infringiram a legislação eleitoral. A apuração se concentra na divulgação da plataforma TemMeuVoto, realizada ao vivo durante o programa Domingão com Huck no último domingo, 27 de setembro. A representação foi protocolada pela deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) junto à Procuradoria-Geral Eleitoral.
A despeito da representação do MPF, Huck passou a receber diversos ataques em suas redes, independentemente do assunto que tratava em suas postagens.
Veja abaixo nos comentários:
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Relembre o caso
A polêmica começou logo após a exibição do programa em horário nobre, quando internautas inundaram as redes sociais com críticas e simulações do site. Apelidada de “Tinder eleitoral“, a plataforma promete cruzar dados de eleitores e candidatos ao Legislativo por meio de um questionário com oito perguntas sobre temas centrais — como segurança pública, economia, mudanças climáticas e o mercado de bets. No entanto, usuários relataram que, mesmo respondendo com uma perspectiva progressista ou de esquerda, os primeiros resultados indicavam majoritariamente políticos alinhados a partidos de direita e extrema-direita, como Novo e PL.
Além do foco nas redes, o caso ganhou desdobramentos na Justiça Eleitoral de São Paulo. O vereador paulistano e candidato Nabil Bonduki (PT-SP) acionou o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) pedindo a retirada imediata da ferramenta do ar. Ele argumentou que, a poucos dias do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, o sistema carece de transparência e tratamento isonômico. De acordo com especialistas ouvidos pelo mercado, o problema pode estar associado a uma limitação metodológica: a base de dados depende de quais candidaturas se voluntariaram para responder ao questionário, o que acabou gerando uma distorção de amostragem a favor de correntes conservadoras.
Plataforma alterada
Diante da repercussão negativa e das suspeitas de direcionamento ilegal de votos, os responsáveis pela plataforma alteraram a forma de exibição das candidaturas nesta quarta-feira, 30 de setembro. A organização — gerida pela Coalizão pelo Voto Consciente, que reúne entidades como RenovaBR e Instituto Ethos — nega qualquer favorecimento ideológico. Em nota, o grupo afirmou ser estritamente apartidário e explicou que a ferramenta realiza apenas um cálculo determinístico de proximidade com base em informações públicas do TSE e dados preenchidos pelos próprios políticos.
Luciano Huck: internautas criticam apresentador por plataforma que favorece direita
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