O ex-deputado federal e candidato a um mandato na Câmara dos Deputados, Julian Lemos (PP), confirmou, recentemente, sua mudança de posição política, rompendo com o bolsonarismo e apoiando o presidente Lula.
Em entrevista ao Fórum Onze e Meia desta quarta-feira (30), ele fez uma série de revelações sobre a família Bolsonaro e não poupou o candidato a presidente representante do clã, o classificando como “picareta, imoral, canalha”, entre outros adjetivos.
Lemos foi um dos nomes próximos a Jair Bolsonaro e participou da construção de seu projeto político. Após o rompimento, afastou-se do grupo do ex-presidente e hoje está no campo progressista.
“Há muito tempo, quem presta atenção no que eu falo, já teria uma posição muito mais clara sobre o bolsonarismo. Estamos falando de um campo caótico, de pessoas totalmente com ausência de qualquer tipo de sentimento nobre. Eles não têm nobreza em absolutamente nada. Minha experiência política e pessoal que tive com eles me fizeram analisá-los através de um olhar um tanto científico, um tanto filosófico e espiritual também”, começou Lemos.
Em seguida, comentou sobre alguns dos integrantes da família. “Eu conheci Jair primeiro. Nunca tive nenhum tipo de problema com ele até chegar próximo ao primeiro turno. E fui vendo os personagens chegarem. Um dos primeiros que encontrei foi Eduardo. Logo de cara notei alguém com ego extremamente forte, que quase colapsa a razão dele”.
Depois disso, ele conheceu “o segundo personagem que foi o Flávio, um cara diferente dos demais no sentido de que ele é mais malandro, mais picareta, aquele misto de agiota com batedor de carteira. Esse é o Flávio”, afirmou.
“O Carlos Bolsonaro, que é o caos mental. E o outro, que é o inimigo da sinapse, o Renan, um garoto que eu conheci quando ele veio do exterior para cá, ele foi sequestrado pela mãe. E depois a Michelle. Resumindo: quando se junta tudo, você vê que se colocar um muro é um hospício”, definiu.
Na sequência, o candidato à Câmara voltou a falar de Flávio Bolsonaro. “Ele é tudo da família só que falando bonitinho, mais simpático, isso é algo extremamente perigoso. O Flávio é um dos caras mais canalhas, no sentido original da palavra, que eu conheci na vida. Ele é falso, é um imoral. Eu pensei que o Flávio era só picareta, malandro e gostava de suruba, de orgias. Ele é um cara irrelevante como político atuante, mas extremamente atuante quando a questão é tráfico de influência”.
Julian Lemos aproveitou para mandar um recado. “Eu quero dizer aos brasileiros: se você acha que a família Bolsonaro é desonesta, é cruel, vocês multipliquem por 10. Nós não podemos brincar com a cadeira da presidência da República, como nós brincamos da outra vez”, acrescentou.
Comparação entre pai e filho
Ele ainda comparou pai e filho. “Jair Bolsonaro é burro e é frouxo. Já o Flávio é profissional na malandragem. Ele tem muito bandido ao redor dele. Eu digo isso com risco de vida”, disse, para, em seguida, relembrar o caso da morte de Gustavo Bebianno, ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência de Jair Bolsonaro, colocando em dúvida a causa oficial do óbito: infarto.
“A história de Bebianno, eu digo isso a vocês, é mal contada. Bebianno esteve três dias antes no meu gabinete. Diante do que a gente sabe do que estava ao redor da família, matador de aluguel, tinham influência no Rio de Janeiro, sabe-se lá como foi a autópsia de Bebianno. É só juntar as peças. Eu escapei porque tinha um mandato, Bebianno não tinha”, acrescentou Lemos.
Assista entrevista completa de Julian Lemos
Ex-bolsonarista, Julian Lemos diz que Flávio Bolsonaro é “picareta e imoral”
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