Quanto valeria Adriano da Nóbrega vivo, diz ex-bolsonarista sobre morte de pistoleiro

Quanto valeria Adriano da Nóbrega vivo, diz ex-bolsonarista sobre morte de pistoleiro
- Julian Lemos - Foto: Frame TV Fórum/Programa Fórum Onze e Meia

Em entrevista ao Fórum Onze e Meia desta quarta-feira (30), o ex-deputado federal e candidato a um mandato na Câmara dos Deputados, Julian Lemos (PP), abordou, entre outros temas, a relação da família Bolsonaro com personagens ligados à milícia e métodos violentos de atuação. Ele confirmou, recentemente, sua mudança de posição política, rompendo com o bolsonarismo e apoiando o presidente Lula.
Após levantar dúvidas sobre a real causa da morte de Gustavo Bebianno, ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência de Jair Bolsonaro, divulgada oficialmente como infarto, Lemos relembrou o caso de Adriano da Nóbrega.
Ex-capitão da Polícia Militar, ele foi apontado pelas investigações como um dos líderes do Escritório do Crime, grupo indicado pelas autoridades como ligado a homicídios por encomenda e atividades de milícia no Rio de Janeiro.
O nome do ex-PM também apareceu nas investigações sobre o suposto esquema de “rachadinha” no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj, após a identificação de familiares de Adriano entre funcionários do mandato. Flávio Bolsonaro, inclusive, concedeu a Medalha Tiradentes ao matador, executado a tiros pela polícia, em 2020, na Bahia.
“O Adriano da Nóbrega, eu pergunto: quanto valia Adriano da Nóbrega vivo preso? O cara nem reagiu. Foram lá para eliminar o cara. Ordem direta”, afirmou. “A gente está falando aqui de máfia, talvez pior do que a italiana”, emendou Lemos.
Bolsonarismo e líderes religiosos
O candidato a deputado continuou analisando os representantes brasileiros da extrema direita. “Existe no bolsonarismo e no eleitorado bolsonarista cúmplice uma indigência política de todos os aspectos”. E acrescentou: “Se hoje o bolsonarismo está do jeito que está se deve muito à chancela de líderes religiosos fundamentalistas, que são culpados de tudo que acontecer com esse país”.
Flávio, Eduardo e Jair
Julian Lemos fez duras críticas aos irmãos Bolsonaro. “O Flávio é perigoso. O Flávio, hoje, é um agente ativo dos Estados Unidos e do governo sionista. Ele trabalha literalmente para isso. E o Eduardo, o que se precisa mais saber? O cara chega nos Estados Unidos, faz um videozinho, com um ventiladorzinho atrás, um colchão. Agora, vive como um magnata”, apontou.
“Eu digo e repito: aquele dinheiro do Master é propina. O Flávio é o pior candidato de todos os tempos. Ele representa a imoralidade, a ilusão do conservadorismo mortal. Flávio não representa a direita. Ele representa o movimento nazista. Ele é muito pior do que Jair. O pai é um burro, é ignorante”, declarou.
Pesquisas
Julian Lemos avaliou o equilíbrio nas mais recentes pesquisas eleitorais para presidente. “Não é possível, um líder mundial como Lula, com a prestação de serviços que tem. Não tem condições de um vira-latas chegar ao ponto de estar pau a pau com Lula nas pesquisas”, disse.
“Flávio é o que existe de pior. É um cara que transformará nosso país em um país literalmente do crime organizado”, acrescentou.
Assista entrevista completa de Julian Lemos

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