PF levará a Fachin decisão sobre ministros citados no caso Master

PF levará a Fachin decisão sobre ministros citados no caso Master
Ministro Edson Fachin - Foto: Mateus Bonomi/AGIF (Photo by Mateus Bonomi / AGIF via AFP)

A Polícia Federal planeja levar ao ministro Edson Fachin um relatório com a posição da corporação sobre as menções a integrantes do STF que vieram a público nas investigações do caso Master. O objetivo, segundo fontes da PF, é que o presidente da Corte decida o que deve ser feito com esse material, e não a própria polícia.
A avaliação interna, resumida por uma fonte ao G1, é direta: “Chegou no limite.” Com informações sobre relações entre ministros e Daniel Vorcaro ou pessoas ligadas ao grupo Master já circulando publicamente, a pressão por um posicionamento da PF aumentou. Diante disso, investigadores concluíram que não é possível simplesmente ignorar o que está colocado, mas também entendem que qualquer continuidade nas investigações que envolva membros do STF precisa passar por uma definição de Fachin.
A estratégia, portanto, é transferir ao presidente da Corte a responsabilidade pelo encaminhamento, apresentando o material e a posição da corporação para que ele trace o caminho a seguir.
Ministros citados e o histórico de críticas
Entre os ministros que apareceram, em diferentes contextos, no material ou nas discussões em torno do caso Master estão Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Kassio Nunes Marques. As citações, por si só, não significam participação em irregularidades, mas foram suficientes para gerar pressão por um encaminhamento formal por parte da PF.
O movimento em direção a Fachin também carrega um histórico recente de desgaste. No início do ano, a PF foi acusada por ministros de ter avançado sobre Dias Toffoli por conta própria, sem a devida submissão à cúpula do STF. A corporação negou, mas o episódio deixou marcas: existe uma disputa em aberto sobre quem pode investigar ministros do Supremo e em quais circunstâncias, e a PF foi alvo de críticas inclusive após o vazamento de uma reunião interna sobre o caso.
Próximos passos
O que se aguarda agora é a confirmação de uma agenda entre a PF e o presidente do STF. A corporação pretende levar a Fachin o material, expor sua posição e pedir formalmente que ele defina qual deve ser o encaminhamento em relação aos ministros mencionados.
A PF entende que não pode ignorar o que já veio a público nem a pressão acumulada por uma resposta. A saída encontrada é colocar o caso nas mãos de Fachin, retirando da corporação o ônus de decidir sozinha sobre um material que envolve membros da mais alta corte do país. A data exata para a entrega do relatório e a reação do STF à iniciativa ainda não foram confirmadas.

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