Campanha de Lula expõe supostas orgias de Flávio Bolsonaro em última propaganda na TV

Campanha de Lula expõe supostas orgias de Flávio Bolsonaro em última propaganda na TV
- Lula e Flávio Bolsonaro na reta final da campanha (Ricardo Stuckert / Mauro Pimentel AFP)

A última propaganda eleitoral na televisão antes do primeiro turno da campanha do presidente Lula (PT) vai expor as supostas orgias de Flávio Bolsonaro (PL). A peça publicitária também vai reunir um compilado de reportagens sobre o caso das rachadinhas e a conexão de Flávio  com milicianos. Por fim, a propaganda vai transitar para a biografia de Lula e um balanço das realizações do governo.
A campanha de Lula estruturou a acusação a partir de um compilado de reportagens e notícias que cobrem diferentes frentes de vulnerabilidades do Flávio. Além das festas sexuais, a propaganda abordou o caso das “rachadinhas”, as conexões de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e com milicianos, e ainda resgatou o episódio envolvendo a imagem de Nossa Senhora Aparecida. 
Em determinado momento, um trecho de vídeo exibe Flávio Bolsonaro em um momento de intimidade, seguido pela narração: “você já sabe que essa gente do Bolsonaro é um problema”. 
Contraste com a biografia de Lula e propostas de governo
Após o bloco de denúncias, a propaganda fez uma virada narrativa. A peça corta para a biografia do presidente, resgatando a trajetória pessoal de Lula e marcando sua história por momentos de perdas. 
Na sequência propositiva, a campanha apresentou um balanço de realizações do governo. A propaganda citou o fim das apostas esportivas (bets), a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, a queda na taxa de desemprego e a proposta pelo fim da escala de trabalho 6×1. 
Mensagem final ao eleitorado
No encerramento, Lula se dirige diretamente ao eleitor: “Eu sei o que pesa na sua decisão. O desejo que sua vida melhore. Mas mudar para trás a gente já viu no que deu”, afirma o presidente. A frase sintetiza o argumento central da campanha petista na reta final: a mudança prometida pelo campo adversário seria, na prática, um retrocesso, e o eleitor já teria vivido esse experimento durante o governo Bolsonaro.
“O Brasil não cabe no quintal de ninguém.”
A propaganda encerra com Lula reforçando três pilares de sua campanha: defesa da soberania nacional, proteção da democracia e enfrentamento ao crime organizado. O presidente prometeu sufocar o crime organizado, tema que a própria campanha reconhece como um dos principais desafios da gestão petista. A frase sobre soberania, dirigida indiretamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, posicionou Lula num registro de independência nacional que a campanha usa para se diferenciar de alinhamentos políticos percebidos como subordinados a potências externas. A sequência final da peça, portanto, não foi apenas encerramento retórico: foi a síntese do projeto político que o PT quer que o eleitor leve para a urna.

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