A prefeitura de São Paulo recuou e informou ao PT, nesta quinta-feira (1º), que não haverá restrição para a caminhada do presidente Lula e de Fernando Haddad na Avenida Paulista. O ato será neste sábado (3), véspera do primeiro turno.
A gestão Ricardo Nunes havia anunciado, nesta quarta-feira (30), a proibição da mobilização, alegando requisição do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Porém, o PT contestou a interpretação, manteve o evento e acusou a prefeitura de “criar confusão” para prejudicar a manifestação política.
A caminhada começará na Avenida Paulista, esquina com a Alameda Ministro Rocha Azevedo, às 10 horas. Os participantes percorrerão duas quadras e seguirão pela Rua Augusta até a Praça Roosevelt, onde haverá palco e carro de som.
Acusações do PT e justificativa inicial da prefeitura
Na quarta-feira (30), a prefeitura de São Paulo havia anunciado que nenhum evento poderia ser realizado na Avenida Paulista nos dias 3 e 4 de outubro.
A justificativa apresentada foi uma requisição do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que teria determinado que a avenida ficasse desimpedida durante a integralidade dos dias 3, 4, 24 e 25 de outubro, com o objetivo de garantir a circulação de servidores, mesários, equipamentos e eleitores nos dias de votação e suas vésperas.
O PT contestou essa leitura e afirmou que o ofício do TRE-SP suspende o Programa Ruas Abertas, que fecha a avenida para carros aos domingos, especificamente para o dia 4, e que não há nos documentos nenhuma determinação para o sábado.
Em nota, a direção petista acusou a gestão Nunes de “criar confusão” para “prejudicar a mobilização”, classificando o anúncio como ilegítimo.
“O PT não aceitará que uma determinação legítima destinada a garantir a circulação na Avenida Paulista durante o dia da votação seja utilizada como justificativa para impedir ou dificultar um ato público no dia anterior”, divulgou o partido.
O PT informou, ainda, que estava tomando todas as medidas jurídicas e administrativas cabíveis e lembrou que eventos dessa natureza não dependem de autorização prévia, exigindo apenas comunicação para organização do espaço público.
O anúncio da proibição tinha pegado os petistas de surpresa: representantes do diretório estadual haviam participado, horas antes, de reunião com a Subprefeitura Sé, a Polícia Militar, a Guarda Civil Metropolitana, a CET e a SPTrans justamente para acertar os detalhes operacionais da caminhada.
Detalhes do evento
Além de Lula e Haddad, as candidatas ao Senado, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), também participarão da caminhada. A escolha da Avenida Paulista não é casual: em 2022, o último ato de campanha de Lula antes do segundo turno foi realizado no mesmo local.
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