Eduardo Paes acusa adversário de distribuir dinheiro vivo em campanha e aciona PF

Eduardo Paes acusa adversário de distribuir dinheiro vivo em campanha e aciona PF
- Tomaz Silva/Agência Brasil

O candidato ao governo do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) publicou na noite de quinta-feira (1º), na rede social X, uma acusação contra uma “candidatura adversária” que estaria distribuindo dinheiro vivo na reta final da campanha eleitoral. Sem nomear o adversário, Paes afirmou ter repassado à Polícia Federal dados de pessoas e empresas que, segundo ele, participariam do esquema. A denúncia ocorre a poucos dias do primeiro turno, que acontece neste domingo (4), em uma disputa marcada pela polarização entre Paes e Douglas Ruas (PL).
A denúncia de Eduardo Paes
Na publicação feita no X, Paes afirmou: “Só um registro importante para a Polícia Federal: tenho informações muito firmes de que uma candidatura adversária está circulando dinheiro vivo à vontade com o desespero da iminente derrota.” O candidato do PSD acrescentou que já havia encaminhado à PF “dados de pessoas e empresas com interesses no Estado que estão participando dessa trama”, sem identificar publicamente nenhum nome.
Paes chamou de “máfia” o grupo que estaria por trás do esquema e afirmou que esse grupo estaria “apavorado de perder sua mina de corrupção, o Governo do Estado do Rio”.
Repercussão e contexto eleitoral
A denúncia chegou a poucos dias do primeiro turno, em um momento em que a corrida pelo Palácio Guanabara vive sua fase mais tensa. Paes lidera com folga as pesquisas de intenção de voto, mas o crescimento de Douglas Ruas (PL), presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), tem marcado a reta final. No Datafolha divulgado na mesma quinta-feira (1º), Paes registrava 42% das intenções de voto, contra 31% de Ruas. Anthony Garotinho (Republicanos) aparecia em terceiro, com 7%.
O cenário eleitoral carrega o peso de uma crise política sem precedentes recentes no estado. Cláudio Castro (PL) renunciou ao governo em março, na véspera de ser condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Desde então, o Rio é administrado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto. Ao longo da campanha, Paes tem buscado vincular Ruas ao grupo político que comandou o estado durante a gestão Castro.

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