PF prende mais de 20 por compra de votos para partido de Flávio Bolsonaro

PF prende mais de 20 por compra de votos para partido de Flávio Bolsonaro
Operação Ouroboros - Divulgação/PF

Eleitores teriam recebido R$ 400 em dinheiro para votar em dois candidatos do PL em Roraima, segundo investigação da Polícia Federal que resultou na prisão de 22 pessoas em Boa Vista. A apuração cita o candidato a deputado federal Daniel Trindade e o deputado estadual Marcinho Belota, que tenta a reeleição.
O esquema funcionaria em duas etapas. Em um imóvel no bairro Calungá, nomes e dados dos eleitores eram conferidos em listas e planilhas. Depois, eles seguiam para outro endereço, onde ocorreria a entrega do dinheiro.
Antes do pagamento, os celulares eram recolhidos para evitar fotografias e gravações, segundo a investigação. Cada eleitor receberia quatro notas de R$ 100. Metade do valor estaria vinculada ao voto em Daniel Trindade e a outra metade, ao apoio a Marcinho Belota.
Entre os detidos está Thyago de Souza Franco, apontado como ligado à campanha de Trindade. Segundo os autos citados nas reportagens, ele afirmou ter recebido cerca de R$ 19 mil em espécie e participado da distribuição de aproximadamente R$ 12 mil.
A apuração também alcançou Arthur Henrik Flessak Gomes, servidor comissionado vinculado ao gabinete de Marcinho Belota. Ele é citado na investigação como participante do transporte dos valores. Registros da Assembleia Legislativa de Roraima confirmam seu vínculo com o gabinete do deputado.
A partir dos elementos recolhidos no flagrante, a Justiça Eleitoral autorizou busca e apreensão na residência de Marcinho Belota. O parlamentar não foi preso.
A PF afirma que a investigação continua para rastrear a origem do dinheiro, identificar outros envolvidos e verificar a existência de uma estrutura organizada para captação ilícita de votos. A Operação Gubbio foi aberta como desdobramento das prisões realizadas em 1º de outubro.

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