Chamado de ‘miliciano’, Flávio Bolsonaro é vaiado e ouve gritos de “Lula” ao acompanhar esposa em votação no Rio

Chamado de ‘miliciano’, Flávio Bolsonaro é vaiado e ouve gritos de “Lula” ao acompanhar esposa em votação no Rio
Flávio Bolsonaro é vaiado ao acompanhar esposa em votação no Rio - Foto: Alexandre Brum/Agencia Enquadrar/Folhapress

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à presidência da República, foi vaiado e recebeu gritos de “Lula”, “fascista” e “miliciano” neste domingo (4) ao acompanhar sua esposa, Fernanda Bolsonaro (PL), durante a votação em uma escola particular na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro. A hostilização ocorreu na saída do local, com opositores puxando coros de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), principal adversário de Flávio na disputa presidencial.
Flávio Bolsonaro é vaiado em zona eleitoral no Rio
Ao deixar a escola particular na Tijuca onde Fernanda Bolsonaro votou, Flávio foi recebido por manifestações de repúdio de eleitores presentes no local. Os gritos de “fascista” e “miliciano” se misturaram a coros em apoio a Lula, numa demonstração pública de rejeição ao candidato do PL dentro do próprio espaço eleitoral. A cena ocorreu na manhã deste domingo e reuniu tanto opositores quanto apoiadores do senador, que deixou o local sob vaias.
A presença de Fernanda Bolsonaro, também filiada ao PL, atraiu atenção para o bairro da Tijuca, reduto de classe média na zona norte carioca. A hostilização não se restringiu ao silêncio: opositores foram além das vaias e organizaram um coro explícito de apoio ao adversário petista, transformando a saída de Flávio em um confronto simbólico entre os dois campos políticos.
Veja vídeos:
https://x.com/choquei/status/2106750678559314379
https://x.com/brasilulei/status/2106749266379116664
Funcionários da zona eleitoral intervieram para tentar conter as manifestações verbais. Uma funcionária alertou que apenas manifestações silenciosas eram permitidas no local, invocando as regras eleitorais para tentar pacificar o ambiente. O apelo ao protocolo, no entanto, não impediu que a polarização se manifestasse de forma audível e visível.
Após cumprir a agenda no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro seguiu para Brasília, onde acompanhará a apuração dos votos. A assessoria do candidato não se pronunciou publicamente sobre o incidente na Tijuca até o fechamento desta nota.

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