PSOL, PDT, Missão: os partidos que não alcançaram a cláusula de barreira nas eleições de 2026

PSOL, PDT, Missão: os partidos que não alcançaram a cláusula de barreira nas eleições de 2026
- Leandro Chemalle

A federação PSOL/Rede, o PDT, o Avante, o Missão e a federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade, não atingiram os requisitos da cláusula de barreira na eleição de 2026, segundo os dados disponíveis da apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A regra estabelece duas possibilidades para que partidos e federações tenham acesso ao Fundo Partidário e ao tempo gratuito de propaganda no rádio e na televisão. Uma delas é obter pelo menos 2,5% dos votos válidos nacionais para deputado federal, com mínimo de 1,5% em ao menos nove estados ou no Distrito Federal. A outra é eleger 13 deputados federais distribuídos por pelo menos nove unidades da Federação.
O PSOL/Rede alcançou 4,89% dos votos válidos nacionais, mas chegou ao percentual mínimo de 1,5% em apenas oito unidades da Federação. A federação obteve esse índice no Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.
No Espírito Santo, que poderia representar a nona unidade necessária, a federação recebeu 31.839 votos de um total de 2.134.985 votos válidos. Para atingir 1,5%, seriam necessários 32.024 votos, uma diferença de 185 votos.
A federação também elegeu 15 deputados, mas as cadeiras estão concentradas em seis unidades da Federação: seis em São Paulo, quatro no Rio de Janeiro, duas em Minas Gerais e uma no Distrito Federal, em Pernambuco e no Rio Grande do Sul. Por isso, não alcançou a distribuição territorial exigida pelo segundo critério.
A Renovação Solidária teve 1,86% dos votos válidos e sete deputados. A federação atingiu pelo menos 1,5% em Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo, mas não chegou aos nove estados exigidos.
O PDT registrou 1,64% dos votos válidos e elegeu seis deputados. O partido alcançou o percentual estadual mínimo em oito estados: Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Roraima.
O Avante teve 1,59% dos votos válidos e cinco deputados, alcançando 1,5% em Amazonas, Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco e Rio de Janeiro. Já o Missão somou 1,08% dos votos válidos e elegeu um deputado, em São Paulo.
Outras siglas, como DC, UP, Mobiliza, Democrata, PSTU, Agir e PCO, também ficaram abaixo dos requisitos e não tiveram cadeiras na distribuição consultada.

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