Na madrugada deste sábado (24), véspera do segundo turno da eleição presidencial, eleitores de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Salvador acordaram com um recado pendurado em cartões-postais das três cidades: “Procure no Google: Ana Clara e Flávio Bolsonaro”. As faixas foram colocadas nas pontes Estaiada e Estaiadinha, nos Arcos da Lapa e no Elevador Lacerda.
O ato denuncia o envolvimento do candidato Flávio Bolsonaro (PL) com o caso Ana Clara, menina de 5 anos morta com quatro tiros de fuzil enquanto brincava na porta de casa, em Niterói (RJ), em 2021. Ela foi morta pelo policial militar Bruno Dias Delaroli, que teve Flávio Bolsonaro em sua defesa.
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Faixas espalhadas em capitais denunciam envolvimento de Flávio Bolsonaro no caso Ana Clara. Foto: Divulgação/Instituto Vladimir Herzog
Faixas espalhadas em capitais denunciam envolvimento de Flávio Bolsonaro no caso Ana Clara. Foto: Divulgação/Instituto Vladimir Herzog
Faixas espalhadas em capitais denunciam envolvimento de Flávio Bolsonaro no caso Ana Clara. Foto: Divulgação/Instituto Vladimir Herzog
Caso Ana Clara
Em novembro de 2021, a 3ª Vara Criminal de Niterói determinou o encaminhamento do PM ao Tribunal do Júri. No mesmo mês, a prisão preventiva do policial foi revogada, com parecer favorável do Ministério Público e imposição de medidas cautelares.
Em seguida, a defesa do PM apresentou recurso, mas o TJ-RJ manteve o encaminhamento ao júri em março de 2022. Diante disso, Delaroli recorreu ao STJ. Dois anos depois, Flávio Bolsonaro aparece no caso. Em 2024, o senador passou a integrar a equipe jurídica do PM no STJ. Em 9 de abril, a Quinta Turma rejeitou, por três votos a dois, o recurso que pretendia reverter o encaminhamento ao Tribunal do Júri.
Apesar do STJ ter negado o recurso, Delaroli não foi julgado até hoje. A primeira data para o julgamento estava marcada para 14 de abril, mas foi transferida. A nova data passou a ser dia 21 de outubro, esta quarta-feira (21), mas o julgamento também não aconteceu, sendo remarcado para 5 de maio de 2027.
Mãe de Ana Clara marca presença no debate entre Lula e Flávio
A mãe de Ana Clara, Cristiane Gomes da Silva, esteve no debate eleitoral entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nesta sexta-feira (23). Na ocasião, o presidente petista cobrou explicações do senador sobre sua atuação para impedir o julgamento do assassino de Ana Clara. Flávio, então, respondeu demonstrando desconhecimento e desrespeito sobre o caso: chamou Cristiane pelo nome da filha morta e disse que queria “ajudá-la”.
Da plateia, Cristiane gritou que sua filha estava morta. No mesmo momento, apoiadores do senador mandaram a mãe da vítima calar a boca.
Ana Clara: faixas espalhadas em capitais denunciam envolvimento de Flávio Bolsonaro no caso
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