Com mais de 64 milhões de votos, Lula estabeleceu uma nova marca na história eleitoral brasileira. O resultado, consolidado com mais de 99% das urnas apuradas, superou o recorde anterior de 60 milhões de votos que o próprio petista havia conquistado no segundo turno de 2022.
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O crescimento do eleitorado ajuda a dimensionar o feito, mas não o explica inteiramente. Entre 2022 e 2026, o número de eleitores no país aumentou de 156 milhões para 158 milhões, um acréscimo de 2 milhões de pessoas aptas a votar. O salto de 4 milhões de votos em relação ao recorde anterior, portanto, vai além da expansão do cadastro eleitoral e indica uma mobilização efetiva da base de apoio ao candidato petista na reta final da campanha.
O resultado representa ainda uma nova derrota do projeto de poder da família Bolsonaro, que tentou se perpetuar no comando do país mesmo após a derrota de Jair Bolsonaro em 2022, por meio de uma trama golpista que culminou nos ataques às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023.
Quatro anos depois de derrotar o pai, Lula venceu o filho nas urnas, frustrando a tentativa de recolocar no Palácio do Planalto um projeto político de extrema direita que combina autoritarismo, fundamentalismo religioso e uma agenda econômica ultraliberal.
Lula quebra recorde histórico de votação e vence 2º turno com mais de 64 milhões de votos
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