Cappelli aponta interferência dos EUA nas eleições após fuga de Flávio Bolsonaro

Cappelli aponta interferência dos EUA nas eleições após fuga de Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro - Foto: MAURO PIMENTEL / AFP

O ex-secretário-executivo do Ministério da Justiça Ricardo Cappelli levantou uma série de questionamentos sobre a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil após sua derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais.
Em uma sequência de publicações nas redes sociais, Cappelli relacionou a fuga do parlamentar aos Estados Unidos ao pedido da Polícia Federal (PF) de apreensão de seu passaporte e levantou suspeitas de interferência estrangeira no processo eleitoral.
Para ele, a iniciativa da PF indica que os investigadores já poderiam ter informações sobre uma possível fuga do senador.
“Se a PF pediu o passaporte é porque já existia informação de inteligência sobre a fuga. Ele não fugiu pela ação da PF. É justamente o contrário”, escreveu.
Cappelli questiona atuação dos EUA nas eleições
Um dos principais pontos levantados por Cappelli é a possibilidade de interferência dos Estados Unidos na disputa presidencial brasileira.
“Fica clara a interferência dos EUA nas eleições brasileiras. Havia um plano”, afirmou.
O ex-secretário também questionou qual teria sido a atuação do governo norte-americano caso Flávio Bolsonaro tivesse vencido a eleição.
“O que aconteceria se FB tivesse ganhado? Qual seria a ação dos EUA? O que eles fizeram usando as BigTechs durante o processo? Tudo precisa ser esclarecido.”
Cappelli defendeu que as circunstâncias da saída do senador e a eventual participação de agentes estrangeiros sejam esclarecidas.
Investigações sobre lavagem de dinheiro
Cappelli também questionou a alegação de perseguição política apresentada por aliados de Flávio Bolsonaro para justificar sua saída do país.
“Perseguição política ou utilização da eleição para se blindar? Há fortes indícios de lavagem de dinheiro envolvendo Dark Horse e Bets”, escreveu.
A referência é às investigações que apuram suspeitas relacionadas ao financiamento do documentário “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, e a operações financeiras envolvendo empresas de apostas esportivas.
O ex-secretário também mencionou a saída antecipada de Willer Tomaz ligado ao senador para os Estados Unidos e questionou movimentações financeiras envolvendo apostas.
“Por que o amigo e sócio foi preventivamente para os EUA? Você já viu alguém apostar 5 bilhões em Bets? Isso é razoável? Ele fez isso e, tudo indica, para lavar $.”
“Abandona quem acreditou nele”
Outro ponto abordado pelo ex-secretário foi a decisão de Flávio Bolsonaro de deixar o Brasil após receber milhões de votos na disputa presidencial.
“FB recebeu quase 60 milhões de votos e abandona quem acreditou nele”, afirmou.
Cappelli questionou o significado político da decisão e a postura do senador diante dos eleitores que apoiaram sua candidatura.
“Isso é postura de um líder político? De um pretenso presidente do Brasil?”
Cappelli questiona possível proteção de Trump
Na parte final do fio, Cappelli levantou dúvidas sobre como Flávio Bolsonaro se manteria financeiramente no exterior e sugeriu que ele poderia contar com a proteção do presidente norte-americano, Donald Trump.
“Como ele viverá nos EUA? Tudo indica que protegido por Trump e financiado por $ de origem duvidosa.”
Cappelli encerrou sua manifestação rejeitando a tese de perseguição política defendida por aliados do senador.
“Não é perseguição política. É recibo de interferência externa inaceitável no Brasil.”

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