“Estou pronta”: agronegócio quer candidatura presidencial de Tereza Cristina

“Estou pronta”: agronegócio quer candidatura presidencial de Tereza Cristina
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), líder da bancada do PP no Senado - (Jefferson Rudy/Agência Senado)

A senadora e ex-ministra da Agricultura do governo de Jair Bolsonaro (PL), Tereza Cristina (PP-MS), volta a aparecer no tabuleiro das articulações para as eleições presidenciais de 2026, com lideranças do agronegócio intensificando a mobilização em torno de sua possível candidatura ao Palácio do Planalto.
O movimento ganhou força nesta terça-feira (28), impulsionado por empresários do setor produtivo em grupos de WhatsApp, incluindo integrantes do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e produtores rurais de Mato Grosso.
Segundo a Folha de S. Paulo, a discussão foi levada ao grupo “Amigos do Cosag”, que reúne 105 membros, pelo diretor financeiro da Fiesp e ex-presidente do conselho, Jacyr Costa. Em uma mensagem, ele afirmou que a senadora estaria disposta a disputar a Presidência, caso sua legenda estivesse de acordo. “Tereza Cristina aceita ser candidata a presidente se tiver o aval do Progressistas. Avante, senadora”. Embora Costa tenha posteriormente minimizado a declaração como uma “brincadeira”, a mensagem repercutiu entre eventuais apoiadores.
A própria parlamentar confirmou sua disposição em um outro grupo de WhatsApp com empresários do agronegócio. Questionada por um participante se “vamos para a presidente?”, Tereza Cristina respondeu: “Estou pronta”. A declaração gerou euforia no grupo, com comemorações e mensagens de endosso. No entanto, a ex-ministra fez a ressalva: “Mas não depende só de mim. Meu partido precisa me dar legenda”.
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O partido presidido pelo senador Ciro Nogueira tende a manter a neutralidade na eleição presidencial. Procurado pela coluna Painel, da Folha, Ciro Nogueira não se manifestou sobre as articulações.
Tereza Cristina: Planalto ou vice de Flávio Bolsonaro?
A movimentação em torno de Tereza Cristina ocorre em duas frentes distintas, mas interligadas. Além da pressão de alguns segmentos para uma possível candidatura presidencial, seu nome também é cogitado para ocupar a vaga de vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). A senadora já havia recusado o convite duas vezes, expressando o desejo de ser candidata à presidência do Senado no ano que vem.
No entanto, segundo apuração do Zero Hora, Tereza Cristina teria sido “muito pressionada no início desta semana e confessou a aliado […] que ela está sim disposta a ser vice do senador Flávio Bolsonaro”. Para isso, ela precisa alinhar os ponteiros com lideranças do Progressistas e do União Brasil. A ideia é que, se confirmada como vice, a Federação União Progressista formalize o apoio à candidatura do filho do ex-presidente, facilitando ainda a atração do Republicanos para a aliança.
Apesar das negociações para a vice, o grupo do agronegócio que defende a candidatura presidencial de Tereza Cristina mantém a confiança. Segundo a jornalista gaúcha Rosane Oliveira, a mesma fonte que confirmou a disposição da senadora para a corrida ao Palácio do Planalto, afirmou que ela não fez manifestações sobre ser vice no grupo do agro, e que eles “continuam confiantes de que ela poderá ser candidata a presidente”.

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