O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), busca um nome para compor sua chapa presidencial e disse ter na alça de mira o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa para ao cargo. O interesse no ex-magistrado foi declarado pelo presidenciável durante entrevista a jornalistas no Rio Grande do Sul, no sábado (25).
“Já comentei com o ministro Joaquim Barbosa que, indo ao Rio de Janeiro, quero, sim, ter um encontro com ele. É um mineiro do norte de Minas que fez um belíssimo e reconhecido trabalho combatendo a corrupção. E nós temos aí diversas conversas. É uma pessoa que eu admiro muito e que o partido tem cogitado [para a vice]”, afirmou Zema.
Já nesta terça-feira (28), o presidente do Democracia Cristã (DC), João Caldas, declarou ao Painel da Folha de S. Paulo que aprovaria a composição. “Seria uma grande chapa. Zema é muito preparado, governou Minas Gerais, que é praticamente um país, duas vezes. Foi testado e aprovado pela população. Vejo com muitos bons olhos”, disse.
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A declaração de Caldas foi dada após o partido lançar o nome da advogada mato-grossense Clariana Barão como candidata ao Planalto, após a legenda ter lançada primeiro o ex-ministro Aldo Rebelo e o próprio Barbosa como presidenciáveis.
Zema, Barbosa e resistência no Novo
A pretensão de Zema enfrenta a oposição, por ora velada, de seu próprio partido. Um integrante do alto comando do Novo ouvido pela CBN garantiu que a aliança não aconteceria por conta de resistências internas da sigla.
O Novo ainda conversa com o Podermos e a presidenta da legenda, Renata Abreu, é um dos nomes cogitados para vice caso a aliança se concretize. Se não conseguir atrair aliados, o partido deve ter uma chapa pura, com o senador Eduardo Girão (CE) ou o candidato à Presidência derrotado em 2022, Felipe D’Ávila.
Joaquim Barbosa, que se filiou ao DC em maio com a intenção de ser pré-candidato à Presidência, desistiu da disputa alegando falta de recursos, estrutura partidária e baixo desempenho nas pesquisas eleitorais, embora não tenha feito um anúncio público da desistência.
Zema quer Joaquim Barbosa de vice, mas falta convencer o Novo
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