O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), líder nas pesquisas eleitorais para a reeleição em São Paulo, carrega contradições que a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (29) expõe. Por trás dos números que o colocam à frente na corrida, há um mapa de insatisfações que pode apontar os limites da sua campanha de reeleição.
Entre os dados mais emblemáticos está a área que o governador elegeu como bandeira: a segurança pública. A violência é apontada por 34% dos eleitores paulistas como o maior problema do estado, segundo a pesquisa, o índice mais alto entre todas as categorias pesquisadas. A percepção de que a segurança é um problema central contrasta com a narrativa oficial, evidenciando uma distância entre o que prega o governador e a realidade percebida pela população.
A avaliação da segurança é positiva para 24% dos entrevistados, enquanto 39% a veem de forma negativa e 37% a consideram regular.
Além da segurança, outras áreas essenciais para a população estão mal avaliadas. A saúde tem 36% de avaliação negativa e o transporte público e a educação contam com 30% de menções negativas.
Leia também:
Zema quer Joaquim Barbosa de vice, mas falta convencer o Novo
O eleitorado que menos vota em Tarcísio
Entre os eleitores com menor renda, a insatisfação com a gestão é mais acentuada, refletindo nas intenções de voto no primeiro e segundo turnos. O governador vence Haddad no turno inicial por 41% a 26%, mas na faixa de quem ganha até dois salários mínimos, o petista vence por 32% a 27%. O ex-ministro do governo Lula também lidera no segmento na simulação do segundo turno, com 39% contra 35%.
Outro recorte revelador é o de gênero. A aprovação do governo Tarcísio de Freitas é significativamente menor entre as mulheres. Enquanto 62% dos homens aprovam seu trabalho, esse número cai para 47% entre as mulheres, uma diferença de 15 pontos percentuais.
Pesquisa Quaest expõe fragilidades da gestão Tarcísio
💬 Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar!