Após articular o Tariflávio junto ao governo Donald Trump e os ataques de Javier Milei a Lula na convenção do PL que oficializou a candidatura do irmão Flávio Bolsonaro (PL), Eduardo Bolsonaro esteve nesta quarta-feira (29) em um encontro em que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, convocou lideranças evangélicas dos EUA para “uma luta de civilizações”.
Classificado pela mídia da ultradireita como “estreito aliado e interlocutor do presidente Donald Trump”, Eduardo Bolsonaro publicou fotos do evento, ao lado de Netanyahu, que aconteceu na Blair House, um anexo da Casa Branca que hospeda lideranças internacionais.
Em conversa com Netanyahu, Eduardo confirma que falou da eleição presidencial no Brasil.
“O encontro aconteceu durante uma reunião com líderes evangélicos. Além de reflexões sobre os desafios atuais, houve um momento de oração, perguntas sobre a saúde de Jair Bolsonaro e a eleição de Flávio Bolsonaro”, escreveu na rede X.
https://x.com/BolsonaroSP/status/2082571290372633085
O encontro com Netanyahu, que gravou vídeo divulgado na convenção do PL, revela como Eduardo Bolsonaro tem feito a articulação com a aliança internacional da ultradireita, capitaneada por Donald Trump, para interferir nas eleições no Brasil.
Além de lidernaças evangélicas, Netanyahu se encontrou com representantes da American Israel Public Affairs Committee (Aipac), que reune parlamentares que fazem lobby para turbinar o envio de dinheiro e armas pelos EUA à guerra sionista.
Entre os parlamentares presentes estava o senador republicano Ted Cruz, um antigo aliado, que chegou a receber Jair Bolsonaro para um jantar em sua casa, em Dallas, em 2019.
Um dos principais lobistas da indústria armamentista, Cruz também esteve com Eduardo Bolsonaro em 2018, após as eleições presidenciais, para municiar o então deputado com narrativas sobre “a internet livre, o direito de portar armas e as liberdades individuais”.
https://x.com/BolsonaroSP/status/1067611654706348032
Cruz também teve como assessor em seu gabinete Samuel Samson, de 27 anos, atual subsecretário-adjunto de Estado para o Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL) no Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Juntamente com o colega Riley Barnes, Samson teve o visto negado pelo governo brasileiro ao tentar vir ao Brasil neste mês para se reunir com Flávio Bolsonaro e participar de encontros para questionar o sistema eleitoral brasileiro.
Mentiras
Em seu discurso às lideranças evangélicas, Netanyahu mentiu ao dizer que Israel “é o baluarte da liberdade no coração do Oriente Médio” para cooptar apoio na “luta de sociedades livres contra as forças do islamismo militante”.
“O único lugar onde a liberdade religiosa é garantida é Israel. O único lugar onde as comunidades cristãs no Oriente Médio prosperam, crescem, não apenas sobrevivem, mas têm um futuro. Esse lugar é Israel, porque Israel garante a liberdade religiosa. Israel representa a liberdade que todos nós prezamos”, afirmou, escondendo o preconceito contra cristãos no estado sionista.
Netanyahu ainda incitou os evangélicos contra os islâmicos, enfatizando o discurso propagado por bolsonaristas junto aos evangélicos no Brasil.
“Eles odeiam Israel por causa do Ocidente – porque representamos uma sociedade livre construída sobre os alicerces da herança judaico-cristã. É essa sociedade que eles tanto desprezam”, segundo a mídia israelense.
Eduardo Bolsonaro participa de ato em que Netanyahu convoca evangélicos para “guerra de civilizações”
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