O ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) e o senador Jaques Wagner (PT) lideram as intenções de voto para o Senado na Bahia nas eleições de 2026, segundo levantamentos da Paraná Pesquisas e da Futura/Apex divulgados na segunda-feira (3). As pesquisas foram realizadas com metodologias e períodos de coleta distintos, e ambas confirmam a dianteira petista no cenário estimulado.
Lideranças petistas à frente nas pesquisas
A Paraná Pesquisas ouviu 1.400 eleitores em 60 municípios baianos entre 31 de julho e 2 de agosto de 2026. No cenário estimulado, em que os entrevistados recebem uma lista de nomes, Rui Costa aparece com 44,6% das intenções de voto e Jaques Wagner com 35,1%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BA-03043/2026 e tem margem de erro de 2,7 pontos percentuais, com grau de confiança de 95%.
A pesquisa da Futura/Apex, realizada entre 24 e 25 de julho de 2026 com 1.000 pessoas no estado, aponta números ainda mais expressivos para os petistas: Rui Costa com 47,5% e Jaques Wagner com 36% das intenções de voto. A margem de erro desse levantamento é de 3,1 pontos percentuais, também com 95% de confiança. O estudo está registrado no TSE sob os números BR-01327/2026 e BA-07924/2026. Em ambas as pesquisas, cada eleitor pôde citar até dois nomes, o que faz com que os percentuais individuais não somem 100%.
O cenário de alta indecisão
Se os números do cenário estimulado favorecem o PT, o cenário espontâneo da Paraná Pesquisas revela uma realidade mais complexa. Sem receber uma lista de candidatos, 73,7% dos entrevistados disseram não saber em quem votar ou preferiram não responder. Outros 7,4% declararam intenção de votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum nome. Rui Costa liderou mesmo nesse cenário, mas com apenas 8,4% das citações espontâneas.
No cenário estimulado, a indefinição também é significativa: 13,4% afirmaram que pretendem votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum dos nomes apresentados, e outros 6,9% disseram não saber ou preferiram não opinar. Somados, esses grupos representam uma parcela relevante do eleitorado que, mesmo diante de uma lista de candidatos, recusa ou não consegue fazer uma escolha. Para o campo progressista, que aposta em duas candidaturas fortes ao Senado, esse dado indica que a liderança nas pesquisas ainda não se traduziu em adesão consolidada, e que o trabalho de campanha terá de alcançar um eleitorado que, por ora, permanece alheio à disputa.
Outros nomes e rejeição
Além dos petistas, a Paraná Pesquisas identificou outros nomes com presença relevante no cenário estimulado. João Roma (PL) aparece com 24,1% das intenções de voto, e Angelo Coronel (PSD) com 21,9%. Na sequência, Professora Delliana (Psol) soma 6,4%, Marcelo Santtana (DC) registra 2,1%, Marcelo Carvalho (Rede) tem 1,8% e Gregório Gould (UP) alcança 1,6%.
Os dados de rejeição, porém, trazem um alerta direto para o PT. Jaques Wagner registra o maior índice de rejeição entre todos os pré-candidatos ao Senado, citado por 34,1% dos entrevistados como um nome em que não votariam. Rui Costa tem rejeição de 23,1%, Angelo Coronel de 20,9% e João Roma de 19,4%. A combinação de liderança nas intenções de voto com alta rejeição é um dado que as campanhas progressistas precisarão administrar: Wagner é o candidato mais conhecido e mais rejeitado ao mesmo tempo, o que torna o trabalho de consolidação do voto mais delicado do que os números de intenção, isoladamente, sugerem.
Contexto eleitoral na Bahia
A disputa pelo Senado não está descolada do cenário mais amplo que se desenha na Bahia para 2026. A mesma pesquisa da Paraná Pesquisas avaliou a corrida pelo governo do estado e mostrou ACM Neto com 48,9% das intenções de voto no cenário estimulado, contra 38,7% do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Em um eventual segundo turno entre os dois, ACM Neto lidera com 50,9% contra 40% de Jerônimo. O quadro indica que o PT baiano enfrenta pressão em duas frentes simultâneas: manter o governo estadual e garantir as duas vagas ao Senado.
Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do PT, lideram disputa ao Senado na Bahia
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