Autor de livros de autoajuda oficializa candidatura à Presidência pelo Avante

Autor de livros de autoajuda oficializa candidatura à Presidência pelo Avante
- Foto: Divulgação

O psiquiatra e escritor Augusto Cury foi oficializado nesta segunda-feira (3) como candidato do Avante à Presidência da República. O lançamento ocorreu durante a convenção nacional da sigla, realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo. Sua pré-candidatura já havia sido anunciada em março.
Conhecido pelos livros de autoajuda publicados em dezenas de países, Cury afirmou que pretende conduzir uma campanha “100% baseada em projetos e 0% em ataques pessoais”. Segundo ele, a candidatura não representa uma busca pessoal pelo poder, mas a tentativa de apresentar um novo projeto para o país.
Durante o evento, o escritor revelou que propôs ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Novo, a formação de uma chapa única para as eleições de 2026. A conversa, segundo Cury, foi positiva, mas não avançou. Ele afirmou que ambos construíram suas trajetórias profissionais fora da política tradicional e poderiam apresentar uma candidatura conjunta voltada à gestão.
Antes de ingressar no Avante, Cury também manteve conversas com representantes de PSD, PSDB, MDB, PMB, Republicanos, Podemos e Novo. A disposição de disputar o Palácio do Planalto já havia sido anunciada em abril.
Entre as propostas apresentadas está o uso de drones equipados com sirenes e inteligência artificial para auxiliar no combate ao feminicídio. O candidato também defende atendimento psicológico gratuito para crianças vítimas de abuso sexual.
Cury propõe ainda que os ministros do Supremo Tribunal Federal deixem de ocupar cargos vitalícios e passem a cumprir mandatos com duração determinada.
Na área econômica, o candidato promete criar 10 mil clubes de empreendedorismo em diferentes regiões do Brasil. O programa também prevê qualificação de policiais e ações para reduzir a insegurança alimentar.
Para a educação, Cury fala em uma “reengenharia das escolas” e defende mudanças na maneira como o conhecimento é transmitido. O escritor costuma chamar os professores de “cozinheiros do conhecimento” e critica o que define como radicalização agressiva no ambiente político e social.

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