Justiça bate o martelo e mantém Pablo Marçal inelegível até 2032

Justiça bate o martelo e mantém Pablo Marçal inelegível até 2032
- Reprodução de Vídeo/Veja

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) manteve, por unanimidade, Pablo Marçal (União Brasil) inelegível até 2032. Os sete integrantes da Corte rejeitaram nesta quarta-feira (5) o novo recurso apresentado pelo empresário contra a condenação por uso indevido dos meios de comunicação na campanha à Prefeitura de São Paulo, em 2024.
A decisão preserva ainda a multa de R$ 420 mil aplicada por descumprimento de ordem judicial. Durante a disputa municipal, Marçal foi proibido de remunerar apoiadores responsáveis pela produção de vídeos curtos e teve seus perfis oficiais suspensos até o fim da campanha.
O processo trata dos chamados “campeonatos de cortes”, estratégia pela qual seguidores eram estimulados a editar falas do então candidato e espalhar o material em diferentes plataformas. A participação exigia publicações em três redes sociais e a produção de pelo menos 20 conteúdos, com promessa de prêmios conforme o alcance obtido.
Ao analisar o caso em dezembro de 2025, o TRE-SP concluiu que o modelo criou uma rede de divulgação em massa fora dos canais regulares de impulsionamento e dificultou a fiscalização da propaganda eleitoral. A Corte afastou as acusações de abuso de poder econômico e de irregularidades na arrecadação porque não houve comprovação do pagamento dos prêmios.
Para o tribunal, porém, a organização da disputa e a oferta de remuneração foram suficientes para caracterizar uso indevido dos meios de comunicação, mesmo sem prova de que o dinheiro tenha sido efetivamente entregue.
A defesa ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Marçal também poderá tentar registrar uma candidatura sub judice enquanto aguarda uma decisão definitiva.
A condenação atinge os planos do empresário para as eleições de 2026. Filiado ao União Brasil desde março, ele vinha sendo cotado para disputar uma vaga no Congresso. Em pesquisa Quaest divulgada no dia 29, apareceu com 9% das intenções de voto para o Senado em São Paulo.

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