Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro, é suspeito de abuso de menina de 13 anos

Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro, é suspeito de abuso de menina de 13 anos
- Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar/Foto: Evaristo Sá/AFP

O Supremo Tribunal Federal (STF) analisa em caráter preliminar uma notícia-crime contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), recém indicado a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). A acusação envolve a suspeita do crime de estupro de vulnerável. O processo tramita sob sigilo de Justiça e tem como relator o ministro Gilmar Mendes.
Atualmente, o caso encontra-se em fase de avaliação pré-inquérito. O ministro Gilmar Mendes enviou o pedido de análise à Procuradoria-Geral da República (PGR). Em manifestação, o procurador-geral Paulo Gonet defendeu que a Polícia Federal (PF) realize diligências preliminares antes de uma decisão sobre a abertura formal de um inquérito ou apresentação de denúncia.
Origem do caso e embate político
A denúncia contra o parlamentar veio a público em março deste ano, durante a reta final dos trabalhos da CPMI do INSS, colegiado no qual Alfredo Gaspar atuava como relator. A notícia de fato foi apresentada à Polícia Federal pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS).
Os parlamentares sustentam que Alfredo Gaspar teria se relacionado no passado com uma adolescente de 13 anos. O suposto envolvimento teria resultado em uma gravidez. De acordo com a acusação, o deputado teria feito pagamentos financeiros para evitar que o caso fosse revelado.
Defesa apresenta DNA e nega acusações
O deputado Alfredo Gaspar nega veementemente as acusações. Ele classifica a denúncia como “falsa, leviana, covarde e abjeta”. O parlamentar afirma ser alvo de perseguição política motivada por sua atuação na CPMI, onde pediu o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva.
Como parte de sua defesa, Gaspar divulgou um vídeo gravado pela jovem apontada como fruto do suposto abuso. Na gravação, ela nega a ocorrência do crime e afirma ser filha biológica de um primo do deputado, fruto de uma relação consensual. Para corroborar a versão, o deputado submeteu-se voluntariamente a um exame de DNA no Laboratório de Genética Forense da Polícia Científica de Alagoas, que descartou a paternidade.
Em resposta, o congressista acionou o STF, a PGR e a PF contra Lindbergh Farias e Soraya Thronicke. Ele acusa os parlamentares de calúnia, injúria, difamação, denunciação caluniosa e coação no curso do processo.
Repercussão no cenário eleitoral
O caso voltou ao centro dos debates políticos neste mês de agosto. A repercussão aumentou após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciar oficialmente o nome de Alfredo Gaspar como candidato a vice-presidente em sua chapa para a disputa presidencial. Após o anúncio da candidatura, partidos de oposição e integrantes do governo voltaram a explorar o caso publicamente.

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