Vídeo mostra criminosos fugindo após assalto a escritório de Milton Leite

Vídeo mostra criminosos fugindo após assalto a escritório de Milton Leite
- Ricardo Nunes e Milton Leite/Foto: André Bueno / Rede Câmara

Um escritório ligado ao ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil) foi invadido na noite de domingo (20), em Santo Amaro, na Zona Sul da capital. Os criminosos levaram documentos e o equipamento que armazenava as imagens das câmeras de segurança do imóvel. Uma câmera externa registrou a fuga do grupo.
A invasão ocorreu dois dias depois de Leite se entregar à polícia no âmbito da Operação Vectura Corrupta, que investiga uma suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público de São Paulo.
Segundo as imagens, um dos invasores abriu o portão da garagem por volta das 21h17. Na sequência, outros integrantes deixaram o imóvel e entraram em um carro branco. O homem que havia aberto o portão embarcou no banco traseiro. A polícia ainda não informou quantas pessoas participaram da invasão.
Uma moradora percebeu a movimentação no imóvel, localizado na Rua General Bráulio Guimarães, e chamou a Polícia Militar. Quando os agentes chegaram, os suspeitos já haviam deixado o endereço.
O imóvel estava revirado. De acordo com o relato de uma testemunha, um dos homens teria saído a pé, enquanto outros deixaram o local em um Hyundai HB20 sedã branco. Um dos integrantes do grupo teria pressionado os demais para que deixassem rapidamente o endereço.
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Lista com nomes e valores é encontrada
Durante a perícia, a Polícia Científica encontrou no imóvel uma lista com nomes e valores, que passou a ser analisada pelas autoridades. Também foram localizados um celular e um chip telefônico.
Apesar da invasão, aproximadamente R$ 19 mil em dinheiro foram deixados no local. Os policiais encontraram ainda cartões bancários em nome de Milton Leite, cópias autenticadas de documentos pessoais, como RG e CNH, além de outros documentos e cartões, incluindo Bilhete Único e uma carteirinha de filiação ao Corinthians.
Parte do material foi apreendida para análise. Os documentos que não foram levados pelos criminosos também passaram a fazer parte da investigação.
O equipamento retirado do imóvel era um DVR, utilizado para armazenar as gravações do sistema de câmeras. Documentos também foram levados pelos invasores.
O caso foi registrado no 11º Distrito Policial (Santo Amaro) como furto. A Polícia Civil tenta identificar os envolvidos e esclarecer quais objetos foram retirados do imóvel.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que a perícia foi acionada e que as diligências continuam para localizar os responsáveis. Segundo a pasta, os policiais encontraram danos no portão da garagem e sinais de desordem no interior do imóvel.
O endereço invadido não estava entre os locais que receberam mandados de busca e apreensão na Operação Vectura Corrupta, deflagrada na quinta-feira (17) pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo.
Milton Leite está preso
Milton Leite está preso temporariamente na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Ele se entregou à polícia na tarde de sexta-feira (18), depois de ter sido alvo de um mandado de prisão na Operação Vectura Corrupta.
A investigação apura suspeitas de participação de integrantes do PCC em diferentes áreas do sistema de transporte coletivo da capital. Segundo os investigadores, o grupo teria utilizado empresas, articulações políticas, contratos e outras estruturas para atuar no setor.
Além de Leite, estão entre os investigados o ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira e outros nomes apontados pela polícia. A operação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em municípios da Grande São Paulo, litoral e interior.
Leite afirma ser inocente. Ao deixar uma unidade policial na sexta-feira, declarou que pretende provar que não cometeu os crimes atribuídos a ele.
No sábado (19), antes da audiência de custódia, o ex-vereador passou mal e precisou ser levado a um hospital. Segundo informações divulgadas sobre o caso, ele recebeu atendimento médico e posteriormente retornou ao local onde está preso.
A prisão temporária determinada pela Justiça tem prazo de 30 dias. A investigação sobre a invasão do imóvel em Santo Amaro é conduzida separadamente e deverá buscar esclarecer se o furto teve alguma relação com os demais fatos apurados na operação.

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