O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu afastar Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), do dia a dia da campanha de reeleição de 2026.
A decisão, revelada pelo jornal O Globo, ocorreu após desgastes em reuniões internas recentes e em meio a uma disputa de estratégias entre os profissionais de comunicação que orbitam o núcleo mais próximo do presidente.
Palmeira permanece à frente da Secom, mas não integrará formalmente a equipe eleitoral.
Lula afasta Sidônio Palmeira da campanha de 2026
Sidônio Palmeira ficará fora do dia a dia da campanha de reeleição de Lula em 2026. Apesar do afastamento do núcleo eleitoral, o ministro continuará no Palácio do Planalto à frente da Secom e deve opinar apenas em algumas estratégias pontuais, segundo aliados.
O peso da decisão é maior pelo histórico de Palmeira: foi ele quem comandou a comunicação da campanha que reelegeu Lula em 2022 e é considerado um dos auxiliares de maior influência no governo.
Mantê-lo na Secom sem papel central na campanha representa uma ruptura significativa com o arranjo que funcionou na última eleição.
Desgaste interno e disputa por estratégias
Segundo apuração do jornal O Globo, a decisão de Lula ocorreu após o presidente demonstrar descontentamento com o trabalho de Sidônio em reuniões internas recentes.
O afastamento, portanto, não é apenas organizacional: reflete um desgaste acumulado entre o presidente e um de seus auxiliares mais próximos.
O pano de fundo é uma disputa aberta entre dois grupos que disputam a direção da comunicação de Lula.
De um lado, o publicitário Raul Rabelo, sócio de Sidônio, defende uma abordagem mais leve e positiva. Do outro, a jornalista Nicole Briones e o fotógrafo Ricardo Stuckert, que administram o perfil de Lula nas redes sociais, são associados a uma linha mais política, de confronto direto com adversários e com ênfase em temas econômicos do cotidiano. A divergência de estilos, que vinha se intensificando nos bastidores, ganhou contornos mais definidos com a decisão de Lula.
Repercussão e posicionamento de Sidônio
Até recentemente, Sidônio manifestava interesse em deixar o cargo no governo para assumir pessoalmente a coordenação da comunicação da campanha a partir de agosto.
Lula descartou essa possibilidade, o que, segundo pessoas próximas ao ministro, causou incômodo. Palmeira, no entanto, nega qualquer desconforto com a decisão.
Ao jornal O Globo, o ministro foi direto: “Estou aqui para ajudar o presidente e enfrentar a extrema-direita.”
A declaração pública minimiza o atrito, mas não apaga o fato de que o arquiteto da vitória de 2022 ficará à margem do planejamento central da próxima campanha, enquanto a disputa interna sobre como enfrentar a direita segue sem desfecho claro.
Lula afasta Sidônio Palmeira, chefe da Comunicação do governo, de sua campanha
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